HÉLIO COSTA CONDICIONA CANDIDATURA
1:22 PM, 3.11.2009
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Dis. ao governo de Minas depende da vit&oa.te;ria do de.do Antônio Andrade na eleição interna do PMDB
O ministro das Comunicações, H&ea.te;lio Costa (PMDB), trabalha para ser candidato pela terceira vez ao governo de Minas, mas faz questão de deixar claro que não est&aa.te; disposto a fazer qualquer neg&oa.te;cio para viabilizar o pr&oa.te;prio nome.
Costa condiciona a candidatura a uma aliança forte, preferencialmente com o PT, e à eleição do de.do federal Antônio Andrade para presidente do partido em Minas. Na entrevista exclusiva concedida ao CORREIO de Uberlândia em seu gabinete na Esplanada dos Minist&ea.te;rios, disse que não pretende “bater na trave” pela terceira vez e que pretende criar secretarias estrat&ea.te;gicas por região, sendo o Triângulo Mineiro e, em especial, Uberlândia aqueles que terão atenção especial, caso seja eleito governador.
CORREIO DE UBERLÂNDIA - H&aa.te; alguma possibilidade de o PMDB definir a candidatura para a sucessão ao governador A&ea.te;cio Neves ainda este ano?
H&Ea.te;LIO COSTA - N&oa.te;s temos trabalhado sem sermos pressionados pelo tempo, pro.rando ouvir cada região de Minas Gerais. O PMDB est&aa.te; fazendo um projeto para Minas, ele não tem uma candidatura ao governo de Minas. A convenção &ea.te; que indica o candidato. Estamos nos preparando para apresentar um projeto de governabilidade para Minas Gerais, &ea.te; indiferente se vai ser apresentado em dezembro, janeiro. Tem de ser apresentado na convenção do partido, que ser&aa.te; em meados do ano que vem. Esse tempo que temos at&ea.te; a convenção nos possibilita conversar com os partidos da base aliada e encontrar um caminho comum, uma aliança.
Qual o peso da futura candidatura do governador A&ea.te;cio Neves sobre a decisão da candidatura do PMDB ao governo?
A &ua.te;nica diferença relevante &ea.te; se ele for candidato a presidente da Rep&ua.te;blica. Porque &ea.te; muito dif&ia.te;cil para qualquer postulante ao governo de Minas Gerais hoje, inclusive para o candidato do PMDB desconhecer a candidatura (a presidente) de um mineiro que fez um bel&ia.te;ssimo trabalho como governador de Minas e que tem uma presença de apoio popular excepcional no estado. Se ele for candidato, todos os partidos vão ter de repensar suas estrat&ea.te;gias. Agora, se ele não for candidato a presidente, ele ser&aa.te; candidato a senador e estar&aa.te; no p&aa.te;reo como qualquer outro.
O sr. disse v&aa.te;rias vezes que faz questão de ser candidato de uma coalizão e j&aa.te; disse tamb&ea.te;m que a tendência natural seria uma coligação com PT, mesmo não descartando at&ea.te; mesmo a possibilidade de união com o PSDB. Essa visão continua?
Sim. Por uma razão: o PMDB não impõe condições para alianças. A &ua.te;nica imposição &ea.te; de que ningu&ea.te;m faça imposição para que você possa realmente trabalhar em beneficio de uma aliança. Se chego para propor uma aliança e digo que tenho de ser cabeça de chapa, isso não &ea.te; uma aliança, &ea.te; uma imposição. O PMDB não faz isso.
O sr. aceitaria, por este motivo, ser vice em alguma chapa?
Não estou dis.tindo em hip&oa.te;tese alguma ser vice. Minha posição &ea.te; muito simples: ou sou candidato a governador ou sou candidato a senador. Na minha biografia, eu não preciso do vice, nem para governador, nem para presidente.
Como o sr. vê o posicionamento do PT, que diz que não abre de candidatura pr&oa.te;pria em Minas? Mais que isso, tem dois pr&ea.te;-candidatos ao governo, o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias.
Cada partido tem de viver com a agonia do seu dia a dia. O PT, .im como o PMDB, tem divergências, dis.ssões internas. Acho que est&aa.te; muito cedo para dis.tir alianças. Os partidos têm de vencer esta primeira fase eleitoral, que vai at&ea.te; dezembro. No começo do ano &ea.te; que a gente realmente incorpora a ideia de uma eleição no ano de 2010. Estamos neste momento trabalhando em projetos. S&oa.te; vamos pensar em campanhas, alianças, candidatos, a partir de janeiro.
O sr. não acha que este cen&aa.te;rio, diferentemente de outras eleições, est&aa.te; atra., com muitas indefinições?
Não podemos tomar decisão nenhuma at&ea.te; agora. Preferencialmente n&oa.te;s, no PMDB, caminhamos para um acordo com o PT e com os partidos da base aliada. Mas a decisão do TSE &ea.te; muito objetiva, ela permite que os partidos façam alianças independentes nos estados. A &ua.te;nica coisa que est&aa.te; para ser decidida, em n&ia.te;vel de Justiça, &ea.te; se o partido pode fazer uma aliança com uma agremiação diferente e se ele fica ou não obrigado a apoiar o candidato a presidente do partido propriamente dito. Então o leque de alianças &ea.te; muito amplo este ano. O que nos d&aa.te; uma posição extremamente confort&aa.te;vel em Minas. Estamos fazendo juras de amor ao PT h&aa.te; muito tempo. O PMDB disse: n&oa.te;s queremos vocês como nossos parceiros, não impomos condições, queremos dis.tir candidaturas l&aa.te; na frente. Agora, se não encontramos resposta para esta nossa colocação, temos indicações muito boas do governador A&ea.te;cio Neves, por exemplo, de que a gente não pode deixar de conversar que precisamos trocar confidências pol&ia.te;ticas, que os nossos partidos têm uma convivência amistosa, que não &ea.te; imposs&ia.te;vel uma aliança e a lei me permite fazer isso.
Como est&aa.te; a negociação com o PT? O sr. tem se encontrado com as lideranças de Minas Gerais?
Tenho me encontrado excepcionalmente com o ministro Patrus Ananias. Meu amigo pessoal, com quem tenho uma relação fraterna. Encontro-me permanentemente com o ministro Luiz Dulci. Com a ministra Dilma, quase dia sim, dia não, conversamos. Minha relação com o PT &ea.te; excepcional. O PMDB tem dado ao presidente da Rep&ua.te;blica um apoio valioso, sobretudo, firme e sincero.
Numa pesquisa que o CORREIO de Uberlândia publicou em julho, o sr. obteve 77% da intenção de votos v&aa.te;lidos. Como o senhor analisa este resultado?
Isso mostra o carinho que o povo do Triângulo, em especial de Uberlândia, tem comigo e que &ea.te; fruto da minha preo.pação permanente com as coisas de Uberlândia e do Triângulo Mineiro.
O senador Wellington Salgado disse que, se o sr. for eleito governador, criar&aa.te; a Secretaria Estrat&ea.te;gica para o Triângulo Mineiro e que ele pleitearia esta pasta. Isso &ea.te; fato?
&Ea.te;. Pelo seguinte: entendo que a gente tem de trabalhar no governo de Minas Gerais em regiões do estado. Você não tem mais, pelo tamanho do estado com administração centralizada em BH, condição de administrar um estado do tamanho da França. Vejo que o Triângulo Mineiro, em especial, tem de ter um tratamento diferenciado no pr&oa.te;ximo governo. O povo sabe que, se eu for governador, o Triângulo vai receber o tratamento que merece h&aa.te; muitos anos. O Triângulo precisa ser visto por Minas Gerais como uma região-modelo. Tem de ser apresentada para o Brasil. &Ea.te; o que a gente gostaria de fazer no estado todo. Temos outras regiões do Estado que precisavam se mirar no Triângulo Mineiro.
O sr. disse que a eleição para o diret&oa.te;rio do PMDB mineiro &ea.te; uma questão de menor importância. Mas, como pr&ea.te;-candidato, admite que o nome a ser escolhido faz diferença. Por quê?
Primeiro porque eu j&aa.te; lamento que o partido tenha de gastar as suas energias para fazer uma eleição para escolher o presidente do partido, quando na realidade dev&ia.te;amos estar todos concentrados nas eleições do ano que vem. Por outro lado, apresentei a candidatura do Antônio Andrade porque n&oa.te;s precisamos ter um presidente de partido que tenha representatividade nacional, que seja reconhecido pela sua liderança pol&ia.te;tica, que possa fazer uma negociação com o presidente do partido, com os ministros do PMDB, que tenha uma hist&oa.te;ria dentro do PMDB. Isto que, para mim, &ea.te; importante. Eu tenho absoluta confiança no de.do Antônio Andrade, não me sinto confort&aa.te;vel com a candidatura do outro.
Por quê?
O de.do Antônio Andrade se comporta de uma forma correta, sempre muito bem equilibrada. Eu não gosto de exageros, de bravatas.
O sr. condiciona a sua candidatura à eleição do de.do Antônio Andrade?
Eu condiciono. Se ele não for eleito, não serei candidato, não tenha d&ua.te;vida. Como tenho absoluta certeza que ele não perde a eleição, não tem problema.
O sr. acha que esta energia desperdiçada dentro do PMDB pode enfraquecer o partido nas negociações de alianças, por exemplo, com o PT?
Não. Da mesma foram que o PT tem dois candidatos. Quando terminar a eleição estar&aa.te; tudo resolvido. N&oa.te;s tamb&ea.te;m. Quando terminar a eleição, com a vit&oa.te;ria do Antônio Andrade, estar&aa.te; tudo resolvido. Não vejo maiores difi.ldades. &Ea.te; uma questão de car&aa.te;ter pol&ia.te;tico.
O sr. s&oa.te; admite ser candidato a governador numa aliança. &Ea.te; porque de outra forma o sr. acha que seria uma eleição mais dif&ia.te;cil, uma vez que j&aa.te; disputou duas vezes o cargo?
J&aa.te; fui duas vezes e bati na trave. Perdi todas as vezes por 1%. Perder por 1% &ea.te; o mesmo que perder por 20%. Perdi porque não tinha partido, não tinha organização pol&ia.te;tica. Hoje não. Hoje tenho o mais poderoso partido pol&ia.te;tico de Minas Gerais. Tenho amigos, correligion&aa.te;rios e companheiros em todas as regiões do estado.
Sendo .im, o sr. não poderia sair candidato s&oa.te; com o PMDB, sem uma aliança?
Ningu&ea.te;m consegue. Minas Gerais &ea.te; um estado muito grande, tem uma diversidade pol&ia.te;tica extraordin&aa.te;ria. Sozinho você não consegue absolutamente nada na pol&ia.te;tica mineira. At&ea.te; t&ia.te;nhamos o que mostrar, o que apresentar. Como ministro das Comunicações, vamos encontrar em Uberlândia, por exemplo, 39 pontos de internet banda larga que o minist&ea.te;rio fez na cidade. Investimentos de R$ 5,4 milhões nos lares abrigados que levamos a fundo perdido para a cidade. Você vai ver que hoje temos a TV digital em Uberlândia, a &ua.te;nica do interior de Minas e a &ua.te;nica r&aa.te;dio digital autorizada de Minas Gerais. Estamos levando telecentros a todos os 853 munic&ia.te;pios. &Ea.te; um trabalho que tem peso. Ainda .im acho que o PMDB sozinho teria mais difi.ldade.
O sr. &ea.te; uma figura importante no cen&aa.te;rio eleitoral nacional. O seu nome sempre aparece como potencial candidato a vice-presidente. O sr. cogita esta possibilidade?
Sou amigo de dois grandes vices-presidentes da Rep&ua.te;blica, que depois se destacam de uma forma extraordin&aa.te;ria, Itamar Franco, que depois foi presidente, meu amigo pessoal. E o vice-presidente Jos&ea.te; Alencar, que &ea.te; unanimidade nacional, liderança querida, respeitada. Acho que minha carreira j&aa.te; me deu, j&aa.te; me contemplou com todas as honras que eu poderia imaginar. A confiança do presidente Lula e, sobretudo, os mineiros que me elegeram senador com 3,5 milhões de votos. Em parti.lar agradeço ao povo de Uberlândia e do Triângulo Mineiro que sempre me destacaram de uma forma tão especial.
O sr. tem um perfil interessante, pensando na ministra Dilma como cabeça de chapa. &Ea.te; homem, mineiro e uma figura conhecida nacionalmente. Se fosse uma convocação do presidente Lula, o sr. pensaria seriamente em ser candidato a vice-presidente?
Acho que quem adoraria isso seria o PT de Minas Gerais. Eu não sei se os meus amigos do PMDB me deixariam analisar uma proposta desta natureza, mesmo partindo do presidente da Rep&ua.te;blica. Hoje sou uma liderança do PMDB e com meu partido tomo todas as decisões. Não tomo nenhuma decisão que não p.e pelo meu partido.
O presidente Lula, acompanhado da ministra Dilma e de outros ministros, tem dado uma atenção especial ao estado de Minas Gerais neste mês. Isso faz parte da estrat&ea.te;gia para definir a candidatura da ministra e de fortalecer as bases para a sucessão ao governo do estado?
O presidente tem ido regularmente a Minas Gerais. Ele tem uma programação nacional e Minas tem sido contemplada com as visitas quase que de três em três mês, neste &ua.te;ltimos dois, três anos. O fato de cada vez mais termos a possibilidade de a ministra Dilma ser a candidata do governo e do presidente da Rep&ua.te;blica torna as suas viagens mais pol&ia.te;ticas e mais emocionantes. A gente percebe que h&aa.te; uma maior .riosidade das pessoas que participam dos eventos na medida em que você tem não s&oa.te; o presidente da Rep&ua.te;blica, como tamb&ea.te;m um potencial candidato à presidência, como a ministra Dilma.
A oposição est&aa.te; reclamando e protocolou den&ua.te;ncia de propaganda fora de &ea.te;poca em função das viagens do presidente com a ministra. Afirma que isso &ea.te; uma pr&ea.te;-campanha. O sr. naturalmente discorda. Por quê?
Isso, em latim, chama-se juris esperniandis, o direito justo de espernear. Se isso puder ser comparado a uma campanha ou pr&ea.te;-campanha, então vamos ter de aplicar o mesmo parâmetro para o governador Jos&ea.te; Serra, em São Paulo. Levar isso a todos os estados da federação, a todos os candidatos. O presidente tem o direito de viajar e ver suas obras. O presidente não &ea.te; candidato a nada e tem o direito, at&ea.te; o dia da desincompatibilização dos ministros, dia 2 de abril, de levar seus ministros.
O sr. vai se desincompatibilizar no &ua.te;ltimo prazo?
A menos que o &ua.te;ltimo dia seja dia 1º de abril, que não quero definitivamente. No dia 2 de abril, eu devo estar me desincompatibilizando.
Fonte: Correio de Uberlândia
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