HÉLIO COSTA E AÉCIO NEVES DISCUTIRAM AS ELEIÇÕES DE 2010 DURANTE ENCONTRO NO PALÁCIO DA LIBERDADE.
Com autonomia garantida pelo Diretório Nacional para definir a própria política de aliança no estado, o PMDB de Minas vai aguardar a solução das disputas internas de outros dois partidos para se posicionar na sucessão ao Palácio da Liberdade. Cobiçada pelo PT do presidente Lula e o PSDB do governador Aécio Neves e sem assumir compromisso com nenhum deles, a legenda aguarda as movimentações de ambos os lados.
Quem pediu o pé no freio foi o pré-candidato ao governo e ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), depois de encontro com Aécio no Palácio da Liberdade, ontem. “Estou trabalhando para que o meu partido não feche questão neste momento, principalmente com relação ao governo de Minas”, disse.
De acordo com Hélio Costa, o partido tem de analisar os cenários para decidir o rumo a tomar, considerando as necessidades do país. O peemedebista indicou que pesará a posição do PSDB em relação à sucessão presidencial – a escolha será entre os governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves. “Nós temos de começar a contemplar um quadro bem diferente nestes próximos meses, porque entendo que o governador Aécio Neves continua disposto a participar de prévias em janeiro do ano que vem e com muita possibilidade de vencer”, afirmou.
Costa considerou inteligente o posicionamento do presidente nacional do PMDB, Michel Temer (SP), que liberou os diretórios regionais para decidirem suas alianças, mas disse que ele não altera o quadro no estado. Segundo o ministro, a proximidade com Aécio Neves já existia, apesar de o PMDB ser aliado do presidente Lula no plano nacional. “Eu me reporto à posição do próprio presidente da República de que nunca houve compromisso de que esses partidos que hoje compõem o apoio ao governo do presidente Lula estejam obrigados a fazer coligações no futuro”, lembrou Costa.
Pré-candidato ao governo de Minas, Costa deixou claro que a manutenção da sua candidatura vai depender do resultado do xadrez eleitoral. Segundo diz, o PMDB não tem candidaturas irrevogáveis. “Alguém tem de assumir (o governo), vamos escolher o melhor candidato”, disse.
A indicação do candidato do PT também pesará na hora da definição dos peemedebistas. O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel travam uma batalha interna, e a decisão de qual dos dois será o candidato ao governo vai influenciar o cenário. A chance de uma aliança com o PMDB depende da vitória do ministro na queda de braço, já que as relações com Pimentel estão estremecidas desde a eleição municipal de 2008.
Sem descartar qualquer possibilidade, Hélio Costa disse que não trabalha com a hipótese de a base aliada ter dois palanques em Minas. Caso o PMDB dispute o pleito contra o PT, o governo Lula teria duas candidaturas de aliados no estado para sustentar a sucessão presidencial. “Palanque é um só, você não divide apoios, ou você vota com A ou com B. Não tem jeito de dividir voto”, afirmou.
Fonte: Estado de Minas
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helio costa e aécio neves discutiram as eleiçoes de 2010
8:21 PM, 25.7.2009
.. Posted by Anonymous
queremos Hélio Costa governador de minas, e celso cota dep. federal. quem viver verá.
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