Inacreditável: lou.ra, burrice ou interesse?
Posted on 10.2.2009 at 11:33 AM in RELIGIÃO
| http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2009/02/10/ult2682u1077.jhtm http://noticias.uol.com.br/internacional 10/02/2009 - 00h01 'Eu não viajarei para Auschwitz', diz bispo Richard Williamson Peter Wensierski e Steffen Winter A negação do Holocausto pelo bispo Richard Williamson causou s&ea.te;rios danos à Igreja Cat&oa.te;lica. Em uma troca de e-mails e fax com a "Spiegel", o bispo ultraconservador diz que est&aa.te; disposto a "rever as evidências hist&oa.te;ricas". Spiegel: O Vaticano est&aa.te; exigindo que o senhor se retrate de sua negação do Holocausto e est&aa.te; ameaçando não autorizar que o senhor retome suas atividades como bispo. Como o senhor reagir&aa.te;? Williamson: Por toda a minha vida, eu sempre busquei a verdade. Este &ea.te; o motivo para ter me convertido ao catolicismo e me tornado padre. E agora s&oa.te; posso dizer uma coisa, a verdade da qual estou convencido. Como percebo que h&aa.te; muitas pessoas honestas e inteligentes que pensam diferente, eu devo rever as evidências hist&oa.te;ricas de novo. Eu disse a mesma coisa na minha entrevista para a televisão sueca: o que est&aa.te; em questão são evidências hist&oa.te;ricas, não emoções. E se encontrar estas evidências, eu me corrigirei. Mas isso levar&aa.te; tempo. Spiegel: O senhor poderia viajar para Auschwitz. Williamson: Não, eu não viajarei para Auschwitz. Eu encomendei o livro de autoria de Jean-Claude Pressac. Ele se chama "Auschwitz: Technique and Operation of the Gas Chambers" (Auschwitz: t&ea.te;cnica e operação das câmaras de g&aa.te;s). Uma c&oa.te;pia est&aa.te; sendo enviada para mim e eu a lerei e estudarei. Spiegel: A Sociedade de São Pio 10 (SSPX) estabeleceu um ultimato para o final de fevereiro. O senhor não corre o risco de romper com o grupo? Williamson: No Velho Testamento, o profeta Jonas diz aos marinheiros quando o navio deles est&aa.te; em apuros: "Vamos! Atirem-me ao mar e ele ficar&aa.te; calmo ao vosso redor, porque sei que foi por minha causa que vos veio esta grande tempestade". A Sociedade tem uma missão religiosa que est&aa.te; sofrendo por minha causa. Eu agora examinarei as evidências hist&oa.te;ricas. Se não consider&aa.te;-las convincentes, eu farei tudo o que estiver ao meu poder para evitar causar mais mal à Igreja e à Sociedade. Spiegel: O que a revogação da excomunhão pelo papa Bento 16 significa para o senhor? Williamson: N&oa.te;s apenas queremos ser cat&oa.te;licos, nada mais. N&oa.te;s não desenvolvemos nossos pr&oa.te;prios ensinamentos, mas estamos apenas preservando as coisas que a Igreja sempre ensinou e praticou. E nos anos 60 e 70, quando tudo foi mudado em nome deste Conc&ia.te;lio (nota: o Conc&ia.te;lio Vaticano Segundo), repentinamente se tornou um escândalo. Como resultado, n&oa.te;s fomos jogados à margem da Igreja, e agora que as igrejas vazias e o envelhecimento do clero deixou claro que as mudanças foram um erro, n&oa.te;s estamos retornando ao centro. &Ea.te; .im que funciona para n&oa.te;s conservadores: &ea.te; provado que estamos certos, desde que consigamos esperar o suficiente. Spiegel: As pessoas no Vaticano alegavam que não conheciam o senhor. &Ea.te; verdade? Williamson: A maioria dos contatos p.a pelo bispo Fellay e pelo Conselho Geral, do qual não faço parte. Mas três de n&oa.te;s quatro bispos participaram de um jantar privado com o cardeal Castrillon Hoyos em 2000. Ele se tratava mais de conhecermos uns aos outros, mas n&oa.te;s certamente dis.timos questões teol&oa.te;gicas e um pouco de filosofia. O cardeal foi muito amistoso. Spiegel: O Conc&ia.te;lio Vaticano Segundo &ea.te; considerado uma das grandes realizações da Igreja Cat&oa.te;lica. Por que vocês não o reconhecem plenamente? Williamson: Não est&aa.te; claro o que devemos reconhecer. Um do.mento importante se chama "Gaudium et spes", ou Alegria e Esperança. Nele, os autores escrevem com entusiasmo sobre a capacidade do turismo de m.a de unir as pessoas. Mas &ea.te; dif&ia.te;cil esperar que uma sociedade conservadora abrace pacotes tur&ia.te;sticos. Ele dis.te temores e difi.ldades. E então uma guerra nuclear entre superpotências &ea.te; mencionada. Como pode ver, grande parte disso j&aa.te; est&aa.te; datado. Estes do.mentos do Conselho são sempre amb&ia.te;guos. Como ningu&ea.te;m sabia exatamente o que significavam, todo mundo começou a fazer como bem entendia logo ap&oa.te;s o Conselho. O resultado disso foi este caos teol&oa.te;gico que temos hoje. O que devemos reconhecer, a ambiguidade ou o caos? Spiegel: O senhor então est&aa.te; ciente de que estão dividindo a Igreja com suas posições extremas? Williamson: Apenas a violação dos dogmas, isto &ea.te;, os princ&ia.te;pios infal&ia.te;veis, destr&oa.te;i a f&ea.te;. O Conselho Vaticano Segundo declarou que não proclamaria novos dogmas. Hoje os bispos liberais atuam como se ele fosse uma esp&ea.te;cie de superdogma que abrange tudo, e eles o utilizam como justificativa para uma ditadura do relativismo. Isso contradiz os textos do Conselho. Spiegel: Sua posição em relação ao juda&ia.te;smo &ea.te; consistentemente antissemita. Williamson: São Paulo colocou desta forma: os judeus são amados por causa dos pais, mas inimigos por causa do evangelho. Spiegel: O senhor seriamente pretende usar a tradição cat&oa.te;lica e a B&ia.te;blia para justificar seu antissemitismo? Williamson: Antissemitismo significa muitas coisas hoje, por exemplo, quando algu&ea.te;m critica as ações israelenses na Faixa de Gaza. A Igreja sempre entendeu a definição de antissemitismo como uma rejeição aos judeus por causa de suas ra&ia.te;zes judaicas. Isto &ea.te; condenado pela Igreja. Isto &ea.te; autoevidente em uma religião .jos fundadores e todos os indiv&ia.te;duos importantes de seus prim&oa.te;rdios eram judeus. Mas tamb&ea.te;m est&aa.te; claro, por causa do grande n&ua.te;mero de judeus-cristãos no in&ia.te;cio do cristianismo, que todos os homens precisam de Cristo para sua salvação -todos os homens, incluindo os judeus. Spiegel: O papa viajar&aa.te; para Israel em breve, onde ele planeja visitar o Memorial do Holocausto. O senhor tamb&ea.te;m &ea.te; contr&aa.te;rio a isto? Williamson: Fazer uma peregrinação à Terra Santa &ea.te; uma grande alegria para os cristãos. Eu desejo ao Santo Padre tudo de bom em sua jornada. O que me incomoda a respeito do Yad Vashem &ea.te; que o papa Pio 12 &ea.te; atacado l&aa.te;, apesar de ningu&ea.te;m ter salvo mais judeus durante o per&ia.te;odo nazista do que ele. Por exemplo, ele fez com que certificados de batismo fossem emitidos para os judeus perseguidos para protegê-los contra a prisão. Estes fatos foram distorcidos para significar exatamente o oposto. Fora isso, eu espero que o papa tamb&ea.te;m dê atenção para as mulheres e crianças que foram feridos na Faixa de Gaza, e que fale em apoio à população cristã em Bel&ea.te;m, que atualmente est&aa.te; confinada à cidade. Spiegel: Suas declarações causaram muitos danos e ultraje no mundo judeu. Por que o senhor não pede des.lpas? Williamson: Quando percebo que cometi um erro, eu peço des.lpas. Eu peço a todo ser humano que acredite em mim quando digo que não falo nenhuma inverdade deliberadamente. Eu estava convencido de que meus coment&aa.te;rios eram precisos, com base na minha pesquisa nos anos 80. Agora devo rever tudo e olhar para as evidências. Spiegel: O senhor ao menos reconhece os direitos humanos universais? Williamson: Quando os direitos humanos foram declarados na França, centenas de milhares foram mortos por toda a França. Onde os direitos humanos são considerados uma ordem objetiva para ser implantada pelo Estado, h&aa.te; consistentemente pol&ia.te;ticas anticristãs. Quando se trata de preservar a liberdade de consciência do indiv&ia.te;duo contra o Estado democr&aa.te;tico, então os direitos humanos exercem uma função importante. O indiv&ia.te;duo precisa desses direitos contra um pa&ia.te;s que se comporta como um Leviatã. Mas o conceito cristão de Estado &ea.te; diferente, de forma que as teorias cristãs de direitos humanos enfatizam que a liberdade não &ea.te; um fim em si mesmo. O sentido não &ea.te; liberdade de algo, mas liberdade para algo. Para o bem. Spiegel: Suas declarações e a suspensão de sua excomunhão provocaram protestos em todo o mundo. O senhor entende isso? Williamson: Uma &ua.te;nica entrevista na televisão sueca dominou o notici&aa.te;rio por semanas na Alemanha. Sim, me surpreendeu. Isso acontece com todas as violações da lei na Alemanha? Dificilmente. Não, eu sou apenas o instrumento aqui, de forma que uma ação possa ser realizada contra a SSPX e o papa. Aparentemente o catolicismo esquerdista da Alemanha ainda não perdoou Ratzinger por ter se tornado papa. Tradução: George El Khouri Andolfato |
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