LIBERDADE OU OMISSÃO (MARCHA DA MACONHA)

O QUE TORNA CUIROSO, PARA NÃO DIZER ENGRAÇADO E QUE A MESMA PASSEATA FOI VETADA NOS ESTADOS DO RIO E SÃO PAULO, CIDADES ESTAS LIBERTAS E SEM NENHUM "PRECONCEITO". ENQUANTO RECIFE UMA CIDADE TRADICIONAL LEVOU ATÉ UM SENHOR PROTESTANTE AS RUAS BRIGANDO PELA CAUSA, NÃO QUE SEJA USUÁRIO, MAS PELA INTERVENÇÃO DE MELHORAR OS INDÍCES DE CRIMINALIDADE. CHEGA A CHOCAR O FEITOS NOS OUTROS ESTADOS "LIBERTOS".
Em Recife, cerca de mil pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar de Pernambuco, participaram, na tarde de hoje (4), da Marcha da Maconha. O evento aconteceu no centro histórico da cidade. Depois de duas horas de concentração, com direito a apresentações artísticas e culturais, os participantes saíram em caminhada por quatro ruas, distribuindo panfletos e gritando palavras de ordem em defesa da legalização da maconha no País. O evento foi acompanhado por 20 homens do 16º Batalhão da PM. O clima foi de tranqüilidade. Uma pequena parte dos manifestantes optou por usar máscaras - com caricaturas dos rostos de algumas personalidades que defendem publicamente a legalização da erva. A grande maioria, no entanto, aderiu ao movimento de rosto limpo. Músicas com frases como "1, 2, 3, 4, 5 mil, queremos que a maconha legalize (sic) no Brasil" foram cantadas à exaustão pelos presentes. O estudante de jornalismo Tiago Carvalho, de 21 anos, participou da marcha ao lado de um grupo de amigos. "Acho que a proibição não é o melhor caminho para se tratar uma questão como o uso da maconha e de outras drogas. A discussão sobre o tema tem que ser feita sem preconceitos, sem hipocrisia", sentenciou.
O arquiteto Luiz Fragoso, de 52 anos, foi ao evento com a família inteira: esposa e dois filhos - de 18 e 21 anos. "Acho que o Brasil tem que abrir os olhos e partir para um debate sério, sem tentar esconder o que acontece nas ruas e casas do País. Eu usei maconha durante muitos anos e meus filhos já experimentaram. Conversamos muito sobre o assunto de forma saudável e democrática", argumentou.
Para um dos coordenadores da marcha, Gilberto Lucena Borges - que faz parte da Associação de Usuários e Ex-usuários de Álcool e Outras Drogas, a "Se Liga" -, o resultado do evento foi um sucesso. "Tudo aconteceu como esperávamos, com tranqüilidade e seriedade. Muita gente disse que faríamos um evento de apologia ao uso da maconha, que teria gente fumando e distribuindo maconha em todas as esquinas por onde passássemos. É evidente que isso não iria acontecer. Mostramos que a questão da legalização pode e deve ser tratada de forma séria, sem subterfúgios", avaliou. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, não foi registrada nenhuma ocorrência relacionada ao evento.

Por: Flávio da Hora
Educação

O Modelo Educacional que temos nos serve?
por André Justino
Em pesquisa recente divulgada em um dos principais jornais de grande circulação no estado de Pernambuco, foi noticiado que 800.000 crianças de 07 a 14 anos de idade não estão na escola. Tal número é de assustar, quandos nos deparamos com o tamanho da propaganda feita pelo Governo Federal do seu principal programa social, o Esmola-Família. Analisando tais números é fácil e assustador constatar que a medida em que a idade avança, segue na mesma proporção à evasão escolar. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) revela que 7 milhões de jovens entre 18 e 24 anos estão fora da escola, principal motivo, a idade os empurra para o mercado de trabalho.
Estando menos qualificados, a estes jovens só resta os piores serviços ou a informalidade, se quiserem sobreviver nesse mercado irracional Capitalista.
Tal Modelo Educacional oferecido por esse sistema contribuí e reafirma a situação exposta. Considerando as três esferas de poder, os investimentos em educação não chegam a 5% do PIB (Produto Interno Bruto), sendo que a própria UNESCO recomenda (demagogicamente) aos países em desenvolvimento, como o Brasil, aplicarem 10% do total do PIB em educação.
Ora, é sabido que os recursos aplicados em educação são oriundos dos tributos que nos cidadãos pagamos. Também é sabido que o Brasil tem hoje uma das maiores cargas tributárias do planeta. Dai surge a pergunta: Por que se investe tão pouco em educação?
A nossa Constituição Federal determina que os municípios apliquem no mínimo 25% de sua receita em educação pública municipal. Você cidadão, sabe qual foi o total arrecadado pelo seu município em impostos, esse ultimo ano? Desse total, sabe se o valor previsto na Constituição a ser investido em educação municipal foi respeitado?
Vale reportarmo-nos a primeira pergunta. Por que se investe tão pouco em educação no nosso país? A resposta esta nas páginas de economia de qualquer jornal. No ano de 2007 o governo economizou 101,6 bilhões de reais para pagar sua dívida externa. E de onde vem essa dinheirama toda?
Resposta: do que deveria ser gasto em investimento social, infra-estrutura, previdência, reforma agrária, segurança pública, etc.
A lógica é simples, menos para maioria e mais para minoria. Disso surge outra interrogação, qual a participação dos municípios nessa sujeirada capitalista? Reportemo-nos agora à segunda e terceira pergunta exposta nesse artigo. O objetivo da falta de transparência com os números das contas municípais é esconder a cumplicidade que os governos que se sucedem nas cidades têm com essa jogatina! Vide o repasse de recursos do município para a União, com objetivo de contribuir com o superávit primário, por exemplo.
Precisamos de outro modelo político para administrar nossas cidades e nosso país, um modelo que passe a enxergar a educação como prioridade na vida das pessoas. Olhando para nossas vidas enxergaremos tais prioridades: Escolas municipais de ensino fundamental descentralizadas dentro dos bairros, vinculação de creches municipais em cada uma das escolas; professores melhores capacitados com um programa contínuo de qualificação, programa de cargos e salários e profissionais da área valorizados; Merenda de qualidade e convênio com cooperativas de agricultura familiar do município, para subsidiar o abastecimento e preparo; Inclusão das própias comunidades em um programa de obras públicas para construção ou reforma de escolas nos bairros onde moram; ampla democracia interna na gestão escolar, fortalecimento dos Conselhos Escolares como corpo gestor das escolas; Ensino íntegral e formação profissional para os jovens, esporte e laser, com o objetivo de não perdermos uma criança para marginalização; Trabalho das Secretárias de Educação coordenado com os Conselhos Municípais de Educação.
Essa é outra ótica de Modelo Educacional pela qual podemos enxergar a educação, que tem como estratégia o alcance para além das fronteiras municipais.
Se quisermos mudar nossas vidas temos que apontar para o desafio de mudá-las também no âmbito nacional e participarmos diretamente das decisões que dizem respeito aos nossos destinos. Avante!
André Justino, 26, é estudante de Comunicação Social e militante do PSoL
e-mail: ajofenix@hotmail.com
Meio Ambiente

Convívio racional com nosso Meio Ambiente
por André Justino
Em meados do ano de 2007 uma das comunidades mais populosas da cidade de São Lourenço da Mata viveu uma situação das quais não se vive rotineiramente nessa cidade, a comunidade do Residencial Parque Capibaribe se organizou em torno de uma exigência relevante em 2 aspectos: Primeiro financeiro e segundo ambiental, explico, a Compesa estava cobrando indevidamente em sua fatura mensal um serviço que não estava sendo cumprido (aspecto financeiro) este serviço, de coleta e tratamento do esgoto doméstico, estava sendo negligenciado e o dito esgoto estava sendo lançado criminosamente no leito do rio que corta o município, o Rio Capibaribe (aspecto ambiental).
Tal comunidade mobilizada, recorreu ao Ministério Público e conquistou sua devida, porem parcial vitória. A Compesa foi obrigada a iniciar as obras de reestruturação da lagoa de tratamento e cortar em 50% o valor cobrado referente ao serviço.
No início deste ano de 2008, nesta mesma cidade, a comunidade de Nova Caiará ensaiou um movimento com o objetivo de acabar com a irresponsabilidade cometida pelo matadouro municipal, este joga os dejetos e restos descartáveis, provinientes de suas atividades em um canal que passa no meio da comunidade citada e como todo canal tem que desaguar em algum lugar, este desagua no Rio Capibaribe.
Junto a estas barbaridades corporativas cometidas contra o Meio Ambiente, soma-se a falta de educação ambiental sofrida pelo povo dessa cidade, não sabem e não lhes foi ensinado nas escolas municipais a importância desse que é o principal rio da Região Metropolitana do Recife. O que deveria ser motivo de orgulho para população são lourençense, tornou-se a descarga sanitária municipal.
Como não é de conhecimento popular as normas de boa convivência com seu meio ambiente, este passa a colaborar com a poluição de vias, canais, riaçhos e rios. Pelas ruas de São Lourenço vê-se um turbilhão de saquinhos de picolé e entulhos de papelão, entre outros, disputar espaço com pedestres e automóveis em suas vidas quotidianas. O mais engraçado para não dizer vergonhoso é não se ver um lixeiro público em um poste se quer, em toda cidade.
Não é à toa que São Lourenço da Mata tem o título de Capital nacional do Pau Brasil, ai se encontra a maior reserva de mata dessa espécie em solo brasileiro, localizada próximo ao distrito de Matriz da Luz e não vemos a visitação de tal reserva como parte do currículo escolar do munícipio. Ou ainda como forma alternativa de arrecardação financeira para o município, com o turismo ambiental.
O convívio humanizado e racional com o Meio Ambiente é mais que possível, é uma necessidade dessa terra, dotada por natureza de tantas belezas e riquezas em toda sua extenção.
A começar pelo poder público municipal tornar esta matéria obrigatória na grade curricular das escolas do município e incentivar as escolas privadas a fazerem o mesmo, com aulas práticas de boas maneiras com o Meio Ambiente, gincanas municipais de coleta de lixo reciclável e extensivo as comunidades e populações ribeirinhas. Ainda no ambito educacional, promover parcerias com instituições públicas universitárias para pesquisa e elaboração de projetos no campo das energias renováveis a partir da reciclagem; Dar apoio ao fortalecimento das Cooperativas de Catadores e Oficinas de Reciclagem de caráter cooperado; Insentivar o Turismo Ambiental, com capacitação de jovens em idade escolar para tornarem-se guias turistícos, combatendo o desemprego e gerando renda para o município. Agentes Ambientais extraídos dessas capacitações para atuação junto as populações que vivem as margens do rio e que tiram dele seu sustento; Prover palestras e debates para otimização e uso racional do Rio Capibaribe, campanhas para o devido uso de coletores seletivos de lixo, espalhados pela cidade.
Instituir medidas severas para empresas que praticarem crimes ambientais e campanhas para que o setor privado colabore com o bom convívio ambiental. Parcerias com as que contribuem e produzem campanhas de Educação Ambiental.
Ter o Meio Ambiente como meio em que se vive e não apenas como termo científico, socializar o espaço público e tornar a cidade um espaço cada dia mais humanizado para se viver.
André Justino, 26, é estudante de Comunicação Social e militante do PSoL.
e-mail: ajofenix@hotmail.com
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