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06:57, 31.5.2008 .. Link
Nossa sa&ua.te;de p&ua.te;blica esta doente, muito doente. Por Andr&ea.te; Justino As C&ea.te;lulas Tronco surgem como o que de mais avançado a ciência dispõe para o combate a doenças que ontem eram tidas como in.r&aa.te;veis, a medicina moderna avança a p.os largos e estas perspectivas tornam-se esperanças aos olhos de quem precisa de um rim para transplante ou para as gerações futuras. Mas, mesmo convergindo e torcendo por estas perspectivas futuras, nos que vivemos o hoje, não podemos nos desprender da realidade e por isso vemos que essas novidades no campo da ciência, estão muito distantes dos postos de sa&ua.te;de e hospitais p&ua.te;blicos. Nestes, ao inv&ea.te;s de ver esperanças e possibilidades, vemos crianças, homens, mulheres e idosos jogados pelos corredores, sejam em macas ou pelo chão, falta de rem&ea.te;dios e m&ea.te;dicos, p&ea.te;ssimo atendimento entre outras situações que compõem esse quadro ca&oa.te;tico que vive a sa&ua.te;de p&ua.te;blica brasileira. A falta de compromisso e a incompetência dos poderes p&ua.te;blicos municipais, estaduais e federal, completam com s&oa.te;rdido requinte esse quadro. Estas são as conseqüências reservadas aos que não dispõem de uma .istência privada de sa&ua.te;de e confiam ao SUS seu reparo f&ia.te;sico. E por tratar-se de uma conseqüência, vale reportarmo-nos as causas desse caos da sa&ua.te;de p&ua.te;blica nacional. Um fato em parti.lar polarizou o pa&ia.te;s nos &ua.te;ltimos meses, esse fato s&oa.te; no estado de Pernambuco j&aa.te; matou, at&ea.te; o fechamento desta mat&ea.te;ria, 06 pessoas, dados da Secretaria Estadual de Sa&ua.te;de. Vivemos uma epidemia de dengue, epidemia esta fruto de tantas outras epidemias sociais com as quais convivemos: Desemprego, falta de moradia,  mis&ea.te;ria. O primeiro desses 06 &oa.te;bitos foi registrado no munic&ia.te;pio de Olinda e a principio havia sido confundido com leptospirose, outra doença proveniente dessas epidemias sociais citadas anteriormente. Ao .istirmos a um intervalo de um programa de TV no hor&aa.te;rio nobre, &ea.te; que vemos a irresponsabilidade burguesa no que tange esse .unto, ao pro.rar rep.ar a responsabilidade do controle de pragas urbanas para o cidadão comum. Enquanto seus filhos estudam em boas escolas, tem amparo medico parti.lar e andam calçados, aos filhos do cidadão comum são reservados a experimentar e habituar-se ao inverso desta situação. As donas de casa que não dispõe de &aa.te;gua encanada e saneamento b&aa.te;sico sacrificam-se e arriscam-se estocando &aa.te;gua, ao povo pobre que j&aa.te; &ea.te; privado de uma vida digna, sobra agora a responsabilidade desta epidemia e das doenças provenientes da ganância e exclusão social promovidas pelo Capitalismo. Por tanto, se achas que os .lpados por estas chagas são os ratos ou os mosquitos, saibas que estas redondamente enganado. Titulo de Ratos, podem ser dados aos gestores p&ua.te;blicos que agem de forma inconseqüente ao tratarem o .unto de forma setorizada, "de acordo com as ocorrências" como faz o Governo de Jaboatão dos Guara.s, neste munic&ia.te;pio j&aa.te; são registrados 03 &oa.te;bitos. Situação essa que não &ea.te; muito diferente de outros munic&ia.te;pios do estado e do Brasil. J&aa.te; &ea.te; sabido que o estado de Pernambuco recorrer&aa.te; a União, solicitando o montante de 1,5 milhões de reais em car&aa.te;ter de "verbas emergenciais" para combater o mosquito. Porem não &ea.te; sabido se os munic&ia.te;pios do estado vem aplicando corretamente os 15% do orçamento municipal em sa&ua.te;de, como &ea.te; previsto constitucionalmente. Nossa sa&ua.te;de p&ua.te;blica esta gravemente doente e o reparo de seu estado, esta em uma mudança no car&aa.te;ter de conceito, a sa&ua.te;de não &ea.te; um estado pessoal de ordem parti.lar, como propaga a ideologia burguesa, ela &ea.te; um estado coletivo e de ordem p&ua.te;blica. Pois as causas do bem estar ou mal estar, são definidas pelo ambiente em que vivemos. Enquanto nossas crianças morrem por dengue hemorr&aa.te;gica, vemos os exemplos serem dados em uma ilha no Caribe. L&aa.te;, no ano de 2007 a taxa de mortalidade infantil foi de 5,3%, no Brasil 24,9% (UNICEF). E ainda querer responsabilizar o povo pobre por isso? Andr&ea.te; Justino, 26, &ea.te; estudante de Comunicação Social e militante do PSoL



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