Meio Ambiente
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Conv&ia.te;vio racional com nosso Meio Ambiente
por Andr&ea.te; Justino
Em meados do ano de 2007 uma das comunidades mais populosas da cidade de São Lourenço da Mata viveu uma situação das quais não se vive rotineiramente nessa cidade, a comunidade do Residencial Parque Capibaribe se organizou em torno de uma exigência relevante em 2 aspectos: Primeiro financeiro e segundo ambiental, explico, a Compesa estava cobrando indevidamente em sua fatura mensal um serviço que não estava sendo .mprido (aspecto financeiro) este serviço, de coleta e tratamento do esgoto dom&ea.te;stico, estava sendo negligenciado e o dito esgoto estava sendo lançado criminosamente no leito do rio que corta o munic&ia.te;pio, o Rio Capibaribe (aspecto ambiental).
Tal comunidade mobilizada, recorreu ao Minist&ea.te;rio P&ua.te;blico e conquistou sua devida, porem parcial vit&oa.te;ria. A Compesa foi obrigada a iniciar as obras de reestruturação da lagoa de tratamento e cortar em 50% o valor cobrado referente ao serviço.
No in&ia.te;cio deste ano de 2008, nesta mesma cidade, a comunidade de Nova Caiar&aa.te; ensaiou um movimento com o objetivo de acabar com a irresponsabilidade cometida pelo matadouro municipal, este joga os dejetos e restos descart&aa.te;veis, provinientes de suas atividades em um canal que p.a no meio da comunidade citada e como todo canal tem que desaguar em algum lugar, este desagua no Rio Capibaribe.
Junto a estas barbaridades corporativas cometidas contra o Meio Ambiente, soma-se a falta de educação ambiental sofrida pelo povo dessa cidade, não sabem e não lhes foi ensinado nas escolas municipais a importância desse que &ea.te; o principal rio da Região Metropolitana do Recife. O que deveria ser motivo de orgulho para população são lourençense, tornou-se a descarga sanit&aa.te;ria municipal.
Como não &ea.te; de conhecimento popular as normas de boa convivência com seu meio ambiente, este p.a a colaborar com a poluição de vias, canais, riaçhos e rios. Pelas ruas de São Lourenço vê-se um turbilhão de saquinhos de picol&ea.te; e entulhos de papelão, entre outros, dis.r espaço com pedestres e autom&oa.te;veis em suas vidas quotidianas. O mais engraçado para não dizer vergonhoso &ea.te; não se ver um lixeiro p&ua.te;blico em um poste se quer, em toda cidade.
Não &ea.te; à toa que São Lourenço da Mata tem o t&ia.te;tulo de Capital nacional do Pau Brasil, ai se encontra a maior reserva de mata dessa esp&ea.te;cie em solo brasileiro, localizada pr&oa.te;ximo ao distrito de Matriz da Luz e não vemos a visitação de tal reserva como parte do .rr&ia.te;.lo escolar do mun&ia.te;cipio. Ou ainda como forma alternativa de arrecardação financeira para o munic&ia.te;pio, com o turismo ambiental.
O conv&ia.te;vio humanizado e racional com o Meio Ambiente &ea.te; mais que poss&ia.te;vel, &ea.te; uma necessidade dessa terra, dotada por natureza de tantas belezas e riquezas em toda sua extenção.
A começar pelo poder p&ua.te;blico municipal tornar esta mat&ea.te;ria obrigat&oa.te;ria na grade .rri.lar das escolas do munic&ia.te;pio e incentivar as escolas privadas a fazerem o mesmo, com aulas pr&aa.te;ticas de boas maneiras com o Meio Ambiente, gincanas municipais de coleta de lixo recicl&aa.te;vel e extensivo as comunidades e populações ribeirinhas. Ainda no ambito educacional, promover parcerias com instituições p&ua.te;blicas universit&aa.te;rias para pesquisa e elaboração de projetos no campo das energias renov&aa.te;veis a partir da reciclagem; Dar apoio ao fortalecimento das Cooperativas de Catadores e Oficinas de Reciclagem de car&aa.te;ter cooperado; Insentivar o Turismo Ambiental, com capacitação de jovens em idade escolar para tornarem-se guias turist&ia.te;cos, combatendo o desemprego e gerando renda para o munic&ia.te;pio. Agentes Ambientais extra&ia.te;dos dessas capacitações para atuação junto as populações que vivem as margens do rio e que tiram dele seu sustento; Prover palestras e debates para otimização e uso racional do Rio Capibaribe, campanhas para o devido uso de coletores seletivos de lixo, espalhados pela cidade.
Instituir medidas severas para empresas que praticarem crimes ambientais e campanhas para que o setor privado colabore com o bom conv&ia.te;vio ambiental. Parcerias com as que contribuem e produzem campanhas de Educação Ambiental.
Ter o Meio Ambiente como meio em que se vive e não apenas como termo cient&ia.te;fico, socializar o espaço p&ua.te;blico e tornar a cidade um espaço cada dia mais humanizado para se viver.
Andr&ea.te; Justino, 26, &ea.te; estudante de Comunicação Social e militante do PSoL.
e-mail: ajofenix@hotmail.com
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