As Células Tronco surgem como o que de mais avançado a ciência dispõe para o combate a doenças que ontem eram tidas como incuráveis, a medicina moderna avança a passos largos e estas perspectivas tornam-se esperanças aos olhos de quem precisa de um rim para transplante ou para as gerações futuras.
Mas, mesmo convergindo e torcendo por estas perspectivas futuras, nos que vivemos o hoje, não podemos nos desprender da realidade e por isso vemos que essas novidades no campo da ciência, estão muito distantes dos postos de saúde e hospitais públicos. Nestes, ao invés de ver esperanças e possibilidades, vemos crianças, homens, mulheres e idosos jogados pelos corredores, sejam em macas ou pelo chão, falta de remédios e médicos, péssimo atendimento entre outras situações que compõem esse quadro caótico que vive a saúde pública brasileira. A falta de compromisso e a incompetência dos poderes públicos municipais, estaduais e federal, completam com sórdido requinte esse quadro. Estas são as conseqüências reservadas aos que não dispõem de uma assistência privada de saúde e confiam ao SUS seu reparo físico. E por tratar-se de uma conseqüência, vale reportarmo-nos as causas desse caos da saúde pública nacional.
Um fato em particular polarizou o país nos últimos meses, esse fato só no estado de Pernambuco já matou, até o fechamento desta matéria, 06 pessoas, dados da Secretaria Estadual de Saúde. Vivemos uma epidemia de dengue, epidemia esta fruto de tantas outras epidemias sociais com as quais convivemos: Desemprego, falta de moradia, miséria. O primeiro desses 06 óbitos foi registrado no município de Olinda e a principio havia sido confundido com leptospirose, outra doença proveniente dessas epidemias sociais citadas anteriormente.
Ao assistirmos a um intervalo de um programa de TV no horário nobre, é que vemos a irresponsabilidade burguesa no que tange esse assunto, ao procurar repassar a responsabilidade do controle de pragas urbanas para o cidadão comum.
Enquanto seus filhos estudam em boas escolas, tem amparo medico particular e andam calçados, aos filhos do cidadão comum são reservados a experimentar e habituar-se ao inverso desta situação. As donas de casa que não dispõe de água encanada e saneamento básico sacrificam-se e arriscam-se estocando água, ao povo pobre que já é privado de uma vida digna, sobra agora a responsabilidade desta epidemia e das doenças provenientes da ganância e exclusão social promovidas pelo Capitalismo.
Por tanto, se achas que os culpados por estas chagas são os ratos ou os mosquitos, saibas que estas redondamente enganado. Titulo de Ratos, podem ser dados aos gestores públicos que agem de forma inconseqüente ao tratarem o assunto de forma setorizada, "de acordo com as ocorrências" como faz o Governo de Jaboatão dos Guararapes, neste município já são registrados 03 óbitos. Situação essa que não é muito diferente de outros municípios do estado e do Brasil.
Já é sabido que o estado de Pernambuco recorrerá a União, solicitando o montante de 1,5 milhões de reais em caráter de "verbas emergenciais" para combater o mosquito. Porem não é sabido se os municípios do estado vem aplicando corretamente os 15% do orçamento municipal em saúde, como é previsto constitucionalmente.
Nossa saúde pública esta gravemente doente e o reparo de seu estado, esta em uma mudança no caráter de conceito, a saúde não é um estado pessoal de ordem particular, como propaga a ideologia burguesa, ela é um estado coletivo e de ordem pública. Pois as causas do bem estar ou mal estar, são definidas pelo ambiente em que vivemos.
Enquanto nossas crianças morrem por dengue hemorrágica, vemos os exemplos serem dados em uma ilha no Caribe. Lá, no ano de 2007 a taxa de mortalidade infantil foi de 5,3%, no Brasil 24,9% (UNICEF). E ainda querer responsabilizar o povo pobre por isso?
André Justino, 26, é estudante de Comunicação Social e militante do PSoL
O QUE TORNA CUIROSO, PARA NÃO DIZER ENGRAÇADO E QUE A MESMA PASSEATA FOI VETADA NOS ESTADOS DO RIO E SÃO PAULO, CIDADES ESTAS LIBERTAS E SEM NENHUM "PRECONCEITO". ENQUANTO RECIFE UMA CIDADE TRADICIONAL LEVOU ATÉ UM SENHOR PROTESTANTE AS RUAS BRIGANDO PELA CAUSA, NÃO QUE SEJA USUÁRIO, MAS PELA INTERVENÇÃO DE MELHORAR OS INDÍCES DE CRIMINALIDADE. CHEGA A CHOCAR O FEITOS NOS OUTROS ESTADOS "LIBERTOS".
Em Recife, cerca de mil pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar de Pernambuco, participaram, na tarde de hoje (4), da Marcha da Maconha. O evento aconteceu no centro histórico da cidade. Depois de duas horas de concentração, com direito a apresentações artísticas e culturais, os participantes saíram em caminhada por quatro ruas, distribuindo panfletos e gritando palavras de ordem em defesa da legalização da maconha no País. O evento foi acompanhado por 20 homens do 16º Batalhão da PM. O clima foi de tranqüilidade. Uma pequena parte dos manifestantes optou por usar máscaras - com caricaturas dos rostos de algumas personalidades que defendem publicamente a legalização da erva. A grande maioria, no entanto, aderiu ao movimento de rosto limpo. Músicas com frases como "1, 2, 3, 4, 5 mil, queremos que a maconha legalize (sic) no Brasil" foram cantadas à exaustão pelos presentes. O estudante de jornalismo Tiago Carvalho, de 21 anos, participou da marcha ao lado de um grupo de amigos. "Acho que a proibição não é o melhor caminho para se tratar uma questão como o uso da maconha e de outras drogas. A discussão sobre o tema tem que ser feita sem preconceitos, sem hipocrisia", sentenciou.
O arquiteto Luiz Fragoso, de 52 anos, foi ao evento com a família inteira: esposa e dois filhos - de 18 e 21 anos. "Acho que o Brasil tem que abrir os olhos e partir para um debate sério, sem tentar esconder o que acontece nas ruas e casas do País. Eu usei maconha durante muitos anos e meus filhos já experimentaram. Conversamos muito sobre o assunto de forma saudável e democrática", argumentou.
Para um dos coordenadores da marcha, Gilberto Lucena Borges - que faz parte da Associação de Usuários e Ex-usuários de Álcool e Outras Drogas, a "Se Liga" -, o resultado do evento foi um sucesso. "Tudo aconteceu como esperávamos, com tranqüilidade e seriedade. Muita gente disse que faríamos um evento de apologia ao uso da maconha, que teria gente fumando e distribuindo maconha em todas as esquinas por onde passássemos. É evidente que isso não iria acontecer. Mostramos que a questão da legalização pode e deve ser tratada de forma séria, sem subterfúgios", avaliou. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, não foi registrada nenhuma ocorrência relacionada ao evento.
A cada edição a Revista ALGOMAIS nos surpreende de forma altamente positiva, com a prática de um jornalismo que satisfaz ao mais exigente dos leitores. Como exemplo, citamos a reportagem de capa da edição nº21|abril de 2008, “Para que o Recife não pare”, de Taciana Guimarães, que de forma clara e excelente, nos demonstra a atual situação do trânsito no Recife, à qual o recifense é obrigado a se submeter todo dia, quando se desloca para o cumprimento de suas obrigações diárias ou até mesmo de lazer.
Costumo dizer que o trânsito do Recife é caótico e a população não tem qualquer alternativa. O sistema viário estagnou-se a tempo, e o planejamento foi precário, razão porquê os responsáveis pelo sistema tentam fazer intervenções pontuais e improvisadas, autênticos “remendos”, que às vezes funcionam por um curto período. Todo o Sistema de Transporte Coletivo do Recife tem que ser urgentemente repensado e mudanças radicais devem ser implantadas a fim de que a população recifense tenha a oportunidade de se valer de um transporte coletivo humanizado.
Veja-se no presente momento as obras do Corredor Leste-Oeste, na área da avenida Conde da Boa Vista. Foram cerca de 08 meses de muita confusão, um verdadeiro desastre e o pior é que a população não acredita na sua viabilidade. Mas apesar da revolta, a população espera que o Corredor venha sanar os problemas existentes.
Por outro lado, constata-se que “Restrições ao uso do carro”, é uma realidade e com toda certeza medidas terão que ser tomadas seja através de rodízio, pedágio, redução de estacionamento e conseqüente aumento de preço, ou outra qualquer imposição.
Taciana foi muito feliz na sua reportagem e o leitor da ALGOMAIS só tem a agradecer e parabeniza-la.
O Poder Público Municipal deve garantir a rádio difusão comunitária
JC Imagem
O nome de Silva foi oficializado ontem, com a visita de Heloisa Helena
Por Edilson Silva
Peço licença aos bravos lutadores sociais da ABRAÇO/PE (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária/PE), AMARC (Associação Mundial das Rádios Comunitárias), FERCOM (Federação das Rádios Comunitárias de Pernambuco) e ARPE (Associação das Rádios Populares de Pernambuco), para iniciar este artigo dando publicidade ao seu mais recente manifesto público: "RÁDIOS COMUNITÁRIAS: 'SEM A NOSSA VOZ NÃO HÁ DEMOCRACIA'.
No último dia 17 de março, a Polícia Federal e a Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL, percorreram a região metropolitana do Recife e o interior do estado, com 18 equipes, na chamada operação 'Segurança no Ar', segundo uma denúncia de interferência na comunicação do Aeroporto Internacional dos Guararapes. Esta ação foi amplamente divulgada pelas televisões, rádios e jornais locais, nos acusando de CLANDESTINIDADE, de colocarmos em risco o TRÁFEGO AÉREO e de CONCORRÊNCIA DESLEAL.
Informamos que não somos clandestinas, pois toda a comunidade sabe nosso endereço, além de nos dar LEGITIMIDADE na defesa dos direitos e na prática diária do exercício da comunicação comunitária.
Não interferimos no tráfego aéreo, pois nossos equipamentos são AUTORIZADOS E HOMOLOGADOS pelo Ministério das Comunicações, que determina a potência de 25 Watts, conforme a legislação federal. As rádios comerciais, por exemplo, trabalham com potências MAIORES. Como sustentar esta informação se dos 56 mandados, apenas 6 rádios estavam em torno do Aeroporto, e quantas destas derrubaram aviões? Respondemos: NENHUMA!
Quanto à concorrência desleal, nota-se o pouco conhecimento acerca das rádios comunitárias, pois lutamos para garantir a sustentabilidade através dos apoios culturais, que nos ajudam a pagar as despesas de água, luz e telefone. Somos voluntários e voluntárias, como determina a Lei das Rádios Comunitárias (9.612/98).
Nossa existência surgiu justamente da necessidade de desenvolver atividades que contribuíssem para transformar a comunidade e potencializar essa transformação para fortalecimento e consciência dos moradores e moradoras na busca de sua identidade cultural e política, através de sua própria voz." Parabenizamos as entidades que assinam esta nota esclarecedora e coerente, e aproveitamos para nos somarmos a esta luta, tão cara ao PSOL. Aproveitamos também para denunciar o governo federal, do PT, do PC do B, de Lula, por mais este gesto de traição a uma bandeira histórica dos movimentos populares. A Polícia Federal tem um chefe, o Ministro da Justiça Tarso Genro, subordinado de Lula.
Ao colocar à frente do Ministério das Comunicações um empresário ligado às Organizações Globo, o ministro Hélio Costa, O PT e seu governo carimbaram mais um descompromisso vergonhoso com o povo brasileiro e com a democracia. A forma como este governo tratou a definição do padrão de TV Digital no Brasil e as mudanças na legislação que trata das comunicações, assim como as insistentes perseguições da Polícia Federal às rádios comunitárias, são provas inequívocas do compromisso profundo do governo federal com o conservadorismo que tanto mal faz ao povo brasileiro.
Antes de 1998, quando não existia uma lei para regulamentar o funcionamento das rádios comunitárias, a Polícia Federal perseguia e prendia pessoas e desmontava rádios comunitárias com o argumento que não havia regulamentação.
Hoje, mesmo sob uma lei restritiva e anti-democrática, as rádios registradas e homologadas são perseguidas e tratadas como "piratas", sob alegações tão falsas que chegam ao ridículo, como interferência nos aeroportos. Rádios com potência de 25 Watts, com alcance de 1 Km de difusão, como determina a Lei 9.612/98, só podem interferir no controle de vôos se estiverem funcionando coladas ao muro do aeroporto!
Mas, o que está por trás destas perseguições são os interesses graúdos da mídia comercial, dos grandes meios de comunicação, que querem o monopólio na utilização do espectro eletromagnético.
Eles sabem que a rádio difusão comunitária é um instrumento de fragmentação do poder, de democratização dos saberes, das informações. Sabem que radio difusão comunitária é um instrumento de elevação de consciência crítica e consequentemente de mobilização e articulação popular. É tudo o que eles não querem.
Para se contrapor a interesses tão poderosos é necessário uma verdadeira mobilização a partir da base da sociedade. Neste sentido, as prefeituras têm papel fundamental.
O Artigo 30º da Constituição Federal é claro quando afirma que compete aos Municípios "Legislar sobre assuntos de interesse local". A rádio difusão comunitária é um assunto de interesse diretamente local, pois tem a ver com a comunicação interna no âmbito municipal. Ou seja, o município pode e deve disciplinar, com base na legislação federal, no caso a Lei 9.612/98, o funcionamento das rádios comunitárias.
As rádios, como bem defendida pelas associações que organizam o setor, devem ser realmente comunitárias, sendo apenas uma por comunidade, administradas por conselhos eleitos democraticamente, respeitando a "cara" da comunidade em seus aspectos sociais, étnicos, religiosos, de gênero, etc.
É um compromisso do PSOL encarar esta luta de frente. Estaremos hoje, 25/04, juntos com as entidades e comunidades, nos somando à passeata que ocorrerá na Conde da Boa Vista, saindo às 15 horas da Praça Oswaldo Cruz, em frente à FUSAM. Quem quer democracia nas comunicações, deve somar-se também.
PS: Silva é presidente do PSOL/PE e pré-candidato à Prefeitura do Recife
Em pesquisa recente divulgada em um dos principais jornais de grande circulação no estado de Pernambuco, foi noticiado que 800.000 crianças de 07 a 14 anos de idade não estão na escola. Tal número é de assustar, quandos nos deparamos com o tamanho da propaganda feita pelo Governo Federal do seu principal programa social, o Esmola-Família. Analisando tais números é fácil e assustador constatar que a medida em que a idade avança, segue na mesma proporção à evasão escolar. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) revela que 7 milhões de jovens entre 18 e 24 anos estão fora da escola, principal motivo, a idade os empurra para o mercado de trabalho.
Estando menos qualificados, a estes jovens só resta os piores serviços ou a informalidade, se quiserem sobreviver nesse mercado irracional Capitalista.
Tal Modelo Educacional oferecido por esse sistema contribuí e reafirma a situação exposta. Considerando as três esferas de poder, os investimentos em educação não chegam a 5% do PIB (Produto Interno Bruto), sendo que a própria UNESCO recomenda (demagogicamente) aos países em desenvolvimento, como o Brasil, aplicarem 10% do total do PIB em educação.
Ora, é sabido que os recursos aplicados em educação são oriundos dos tributos que nos cidadãos pagamos. Também é sabido que o Brasil tem hoje uma das maiores cargas tributárias do planeta. Dai surge a pergunta: Por que se investe tão pouco em educação?
A nossa Constituição Federal determina que os municípios apliquem no mínimo 25% de sua receita em educação pública municipal. Você cidadão, sabe qual foi o total arrecadado pelo seu município em impostos, esse ultimo ano? Desse total, sabe se o valor previsto na Constituição a ser investido em educação municipal foi respeitado?
Vale reportarmo-nos a primeira pergunta. Por que se investe tão pouco em educação no nosso país? A resposta esta nas páginas de economia de qualquer jornal. No ano de 2007 o governo economizou 101,6 bilhões de reais para pagar sua dívida externa. E de onde vem essa dinheirama toda?
Resposta: do que deveria ser gasto em investimento social, infra-estrutura, previdência, reforma agrária, segurança pública, etc.
A lógica é simples, menos para maioria e mais para minoria. Disso surge outra interrogação, qual a participação dos municípios nessa sujeirada capitalista? Reportemo-nos agora à segunda e terceira pergunta exposta nesse artigo. O objetivo da falta de transparência com os números das contas municípais é esconder a cumplicidade que os governos que se sucedem nas cidades têm com essa jogatina! Vide o repasse de recursos do município para a União, com objetivo de contribuir com o superávit primário, por exemplo.
Precisamos de outro modelo político para administrar nossas cidades e nosso país, um modelo que passe a enxergar a educação como prioridade na vida das pessoas. Olhando para nossas vidas enxergaremos tais prioridades: Escolas municipais de ensino fundamental descentralizadas dentro dos bairros, vinculação de creches municipais em cada uma das escolas; professores melhores capacitados com um programa contínuo de qualificação, programa de cargos e salários e profissionais da área valorizados; Merenda de qualidade e convênio com cooperativas de agricultura familiar do município, para subsidiar o abastecimento e preparo; Inclusão das própias comunidades em um programa de obras públicas para construção ou reforma de escolas nos bairros onde moram; ampla democracia interna na gestão escolar, fortalecimento dos Conselhos Escolares como corpo gestor das escolas; Ensino íntegral e formação profissional para os jovens, esporte e laser, com o objetivo de não perdermos uma criança para marginalização; Trabalho das Secretárias de Educação coordenado com os Conselhos Municípais de Educação.
Essa é outra ótica de Modelo Educacional pela qual podemos enxergar a educação, que tem como estratégia o alcance para além das fronteiras municipais.
Se quisermos mudar nossas vidas temos que apontar para o desafio de mudá-las também no âmbito nacional e participarmos diretamente das decisões que dizem respeito aos nossos destinos. Avante!
André Justino, 26, é estudante de Comunicação Social e militante do PSoL
e-mail: ajofenix@hotmail.com
Em meados do ano de 2007 uma das comunidades mais populosas da cidade de São Lourenço da Mata viveu uma situação das quais não se vive rotineiramente nessa cidade, a comunidade do Residencial Parque Capibaribe se organizou em torno de uma exigência relevante em 2 aspectos: Primeiro financeiro e segundo ambiental, explico, a Compesa estava cobrando indevidamente em sua fatura mensal um serviço que não estava sendo cumprido (aspecto financeiro) este serviço, de coleta e tratamento do esgoto doméstico, estava sendo negligenciado e o dito esgoto estava sendo lançado criminosamente no leito do rio que corta o município, o Rio Capibaribe (aspecto ambiental).
Tal comunidade mobilizada, recorreu ao Ministério Público e conquistou sua devida, porem parcial vitória. A Compesa foi obrigada a iniciar as obras de reestruturação da lagoa de tratamento e cortar em 50% o valor cobrado referente ao serviço.
No início deste ano de 2008, nesta mesma cidade, a comunidade de Nova Caiará ensaiou um movimento com o objetivo de acabar com a irresponsabilidade cometida pelo matadouro municipal, este joga os dejetos e restos descartáveis, provinientes de suas atividades em um canal que passa no meio da comunidade citada e como todo canal tem que desaguar em algum lugar, este desagua no Rio Capibaribe.
Junto a estas barbaridades corporativas cometidas contra o Meio Ambiente, soma-se a falta de educação ambiental sofrida pelo povo dessa cidade, não sabem e não lhes foi ensinado nas escolas municipais a importância desse que é o principal rio da Região Metropolitana do Recife. O que deveria ser motivo de orgulho para população são lourençense, tornou-se a descarga sanitária municipal.
Como não é de conhecimento popular as normas de boa convivência com seu meio ambiente, este passa a colaborar com a poluição de vias, canais, riaçhos e rios. Pelas ruas de São Lourenço vê-se um turbilhão de saquinhos de picolé e entulhos de papelão, entre outros, disputar espaço com pedestres e automóveis em suas vidas quotidianas. O mais engraçado para não dizer vergonhoso é não se ver um lixeiro público em um poste se quer, em toda cidade.
Não é à toa que São Lourenço da Mata tem o título de Capital nacional do Pau Brasil, ai se encontra a maior reserva de mata dessa espécie em solo brasileiro, localizada próximo ao distrito de Matriz da Luz e não vemos a visitação de tal reserva como parte do currículo escolar do munícipio. Ou ainda como forma alternativa de arrecardação financeira para o município, com o turismo ambiental.
O convívio humanizado e racional com o Meio Ambiente é mais que possível, é uma necessidade dessa terra, dotada por natureza de tantas belezas e riquezas em toda sua extenção.
A começar pelo poder público municipal tornar esta matéria obrigatória na grade curricular das escolas do município e incentivar as escolas privadas a fazerem o mesmo, com aulas práticas de boas maneiras com o Meio Ambiente, gincanas municipais de coleta de lixo reciclável e extensivo as comunidades e populações ribeirinhas. Ainda no ambito educacional, promover parcerias com instituições públicas universitárias para pesquisa e elaboração de projetos no campo das energias renováveis a partir da reciclagem; Dar apoio ao fortalecimento das Cooperativas de Catadores e Oficinas de Reciclagem de caráter cooperado; Insentivar o Turismo Ambiental, com capacitação de jovens em idade escolar para tornarem-se guias turistícos, combatendo o desemprego e gerando renda para o município. Agentes Ambientais extraídos dessas capacitações para atuação junto as populações que vivem as margens do rio e que tiram dele seu sustento; Prover palestras e debates para otimização e uso racional do Rio Capibaribe, campanhas para o devido uso de coletores seletivos de lixo, espalhados pela cidade.
Instituir medidas severas para empresas que praticarem crimes ambientais e campanhas para que o setor privado colabore com o bom convívio ambiental. Parcerias com as que contribuem e produzem campanhas de Educação Ambiental.
Ter o Meio Ambiente como meio em que se vive e não apenas como termo científico, socializar o espaço público e tornar a cidade um espaço cada dia mais humanizado para se viver.
André Justino, 26, é estudante de Comunicação Social e militante do PSoL.
e-mail: ajofenix@hotmail.com
por Alexsandro Vasconcelos alexsandro_vasconcelos@hotmail.com
Como muita gente na turma trabalha ou já trabalhou com rádio, achei esse assunto bastante pertinente: podcast. Um podcast, genericamente, é um programa de rádio gravado que fica disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana. Para facilitar o entendimento, vamos imaginar que a Nadja grave um programa junto comigo e com a profª Flavita, onde nós comentamos sobre o caso Isabela ( ¬_¬ ), por exemplo. Nós gravamos esse "debate" e colocamos na internet para que as pessoas possam ouvir direto em um site ou baixar para ouvir no mp3, no cd ou pelo computador quando estiver com mais tempo. Esse "debate" gravado é um podcast.
O podcast, em relação ao rádio, pode ser considerado hoje o que o blog foi (e continua sendo) para o jornal impresso. O que ocorre é uma divisão de opiniões: enquanto uns acham que o podcast vai substituir o rádio, outros acham que eles podem coexistir sim. O fato é que a rádio sofreu uma queda no gosto popular desde que foi inventada a TV, mas até hoje sobrevive nos aparelhos de som potentes de cada um. Talvez não seja o podcast a fazer o estrago maior. Ou talvez seja, pela liberdade que a internet dá.
Basta ter um microfone e um computador com acesso à internet para gravar o seu próprio podcast, que pode ser grupal ou individual, dependendo da vontade de quem vai gravar. Além dessa facilidade, o podcast se diferencia do rádio por ser mais aberto, mais interativo e mais fácil para divulgação. Hoje em dia temos inúmeros podcasts, sobre cinema, sobre tecnologia, sobre música, sobre política, sobre cultura, etc. Os de tecnologia foram os que saíram na frente e ainda mantêm uma certa dominância, apesar do crescimento no número de podcast de entretenimento, que vem crescendo cada vez mais no gosto dos ouvintes.
Para finalizar, vocês podem ouvir o Megafone, podcast periódico do site Cineflash, no qual eu sou locutor. Ele é sobre entretenimento (cinema, séries e música). Para ouvir é só apertar o botão de 'play' logo abaixo.