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Gaveta Literária

21.1.2010 - O Jardim De Dentro agora em e-book.

Agora o livro O Jardim  de Dentro - poemas e contos, aclamado pela cr&ia.te;tica desde sua publicação em 2007,est&aa.te; dispon&ia.te;vel em e-book, totalmente revi. de acordo com a nova ortografia e com inclusão de poemas de seu repert&oa.te;rio original, que não haviam sido publicados em sua primeira edição, al&ea.te;m de capa e ilustrações internas coloridas.  Você pode adquirir este e-book com o autor em: cristianojballa@yahoo.com.br Seguem abaixo um dos poemas e uma narrativa .rta deste livro: O NEFELIBATA                         Olhei tanto as estrelas Que me esqueci dos pirilampos. Na ânsia romântica de vê-las, Esqueci o meu amor dos verdes campos E de como seus cabelos eram um negro manto, Que acabei por perdê-la.     Busquei veredas o.ltas dos astros Que esqueci os caminhos da rua E acabei perdendo seu rastro. Fiquei olhando solit&aa.te;rio a Lua E me esqueci da sua pele branca, nua, Qual es.ltura macia no alabastro.     Quis saber das distantes nebulosas do universo Que desaprendi do abraço a pequena distância E a perdi neste infeliz reverso, E, dos nossos beijos cheios de infância, Ficou apenas uma suave fragrância Nas tintas de nuvens dos meus versos. (BALLA, Cristiano J&ua.te;nior. O Jardim de Dentro) O Monge e o Pardal                                                                (Para a mãe Z&ea.te;lia)   O monge e a pedra sobre a qual ele estava sentado a meditar formavam uma s&oa.te; paisagem &ia.te;mpar e serena. Ele havia acabado de fazer sua refeição matinal e havia colocado seu hashi, sua .mbuca com pequenas migalhas de comida e um copo de argila com &aa.te;gua pelo meio pr&oa.te;ximos à pedra em que se sentara. Estava ali inc&oa.te;lume, integrando-se à natureza. Ora fechava os olhos para contemplar a beleza do seu mundo interior, ora os abria para maravilhar-se com o mundo buc&oa.te;lico que o rodeava. Queria ser amigo dos animais, das plantas, das rochas, pois em tudo estava a essência do criador supremo. Em algumas horas de meditação, atingiu o m&aa.te;ximo de integração à natureza; ele e a pedra não eram apenas uma paisagem alheia, eram parte de um todo. O monge sentia o vento suave nas folhas das &aa.te;rvores, os insetos a voar e pousar nas plantas, os animaizinhos a correr e se esconder por perto, tudo isso, mesmo de olhos fechados. De repente, um pardal que estava com muita fome e sede viu ao lado do monge sua poss&ia.te;vel refeição e, ave arisca, pousou sem fazer estr&ea.te;pito a uns 3 palmos perto das migalhas e do copo d’&aa.te;gua. Assim que o pardal começou a se aproximar da refeição, o monge percebeu o que se p.ava e lentamente foi abrindo suas p&aa.te;lpebras e apenas girou os olhos na direção do pardal, sem fazer movimento com a cabeça, pois conhecia a arisquez da avezinha. O pardal dava uns p.inhos t&ia.te;midos e, a cada p.o, olhava para todas as direções, fez .im at&ea.te; ficar a poucos cent&ia.te;metros da sua refeição, mas quando ia comer as migalhas e beber a &aa.te;gua, olhou para os lados e percebeu que o monge o observava com alegria no olhar – pois o monge poderia alimentar aquele pardal e talvez ela se torn.e sua amiga. Mas não deu outra: o pardal voou com medo, mesmo que muito perto de sua refeição. O monge logo ficou triste, mas percebeu o seu erro e a arisquez da avezinha e tratou de afastar um pouco mais de si o prato com as migalhas e o copo com &aa.te;gua e voltou a meditar. Ap&oa.te;s alguns minutos, o pardal pousou perto de sua refeição e começou a dar p.inhos, olhando em redor. O monge novamente abriu suas p&aa.te;lpebras lentamente e apenas girou os olhos em direção da avezinha arisca. O pardal aproximava-se uns p.inhos e olhava em redor -  talvez na d&ua.te;vida de que não valesse arriscar sua vida por uma refeição -  e novamente percebeu que o monge  o observava sentado na pedra ao lado e a avezinha voou arisca. O monge ressentiu-se e pensou: “Que carma o meu!” “S&oa.te; quero ajud&aa.te;-la”. E voltou a meditar sentado na pedra. Ap&oa.te;s mais alguns minutos o pardal voltou a pousar perto da refeição e desta vez o monge não abriu seus olhos, apenas sentia a avezinha indo p.o a p.o at&ea.te; que ela beliscou migalhas e bebeu um pouco d’&aa.te;gua, matando sua sede e sua fome. E ela voou satisfeita. O monge não havia aberto os olhos, apenas observou com os olhos da sua mente e sentira cada movimento do pardal. Depois que o pardal voou saciado, o monge abriu os olhos e pensou, concluindo sua meditação: “O que d&aa.te; o teu coração, não vejam os teus olhos”.  (BALLA, Cristiano J&ua.te;nior. O Jardim de Dentro - poemas e narrativas .rtas.)

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Este blog se destina a hospedar e divulgar obras literárias de Cristiano Júnior Balla.

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