15.12.2009 - MinC LANÇA DOIS EDITAIS FEDERAIS PARA DOCUMENTÁRIOS
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO
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O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual (SAv/MinC), e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançaram no dia último dia 9 de dezembro os editais Documentário Brasília 50 Anos e Longa DOC.
O primeiro selecionará, em três etapas, um projeto sobre o cinquentenário da Capital Federal, que receberá um prêmio de R$ 400.000,00.
O segundo edital, em duas etapas, selecionará cinco projetos a serem produzidos em 300 dias, cada um com um prêmio de R$ 600.000,00. A janela primordial das produções será a TV Brasil. A Riofilme distribuirá os vencedores do Longa DOC em salas de cinema.
Mais informações: audiovisual@cultura.gov.br ou (61) 2024-2265, na Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura ou (61) 3799 -5234, no Departamento de Comunicação da EBC/TV Brasil.
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15.12.2009 - DOCUMENTÁRIOS ENGORDAM A LISTA NA DISPUTA PELO OSCAR
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Quinze documentários de longa-metragem estão na lista de semifinalistas para o próximo Oscar, incluindo o vencedor da competição internacional do É Tudo Verdade deste ano, o dinamarquês “VJs de Mianmar – Notícias de um País Fechado” de Anders Ostergaard. Michael Moore, com seu “Capitalismo, uma História de Amor”, desta vez ficou de fora. Não ganharia, de qualquer jeito, e nem mereceria ganhar, mas é mais filme, populismo à parte, do que alguns dos selecionados.
A lista pode ser dividida em quatro grandes grupos. Cinco dos semifinalistas são celebrações das artes. Dois são retratos políticos de homens de coragem. Quatro podem ser definidos como estudos de casos internacionais. E mais quatro são explicitamente documentários com causa.
Comecemos pelo primeiro grupo. A principal diretora da “Nouvelle Vague”, Agnès Varda, apresenta sua autobiografia, em trechos de seus filmes e registros domésticos, em “As Praias de Ágnes”. “Every Little Step”, de James D. Stern e Adam de Deo, reconstitui a saga de sucesso nos palcos do musical “A Chorus Line”, a partir da escolha do elenco para uma remontagem há três anos na Broadway.
Sintonizados com a onda Obama, Bill Guttentag e Dan Sturman defendem em “Soundtrack for a Revolution” o papel essencial da música na luta pelos direitos civis dos negros norte-americanos nos anos 1960. “Valentino, O Último Imperador”, de Matt Tyrnauer, retrata com extraordinário acesso o cotidiano pessoal e profissional de um dos magos da alta costura.
Por fim, “Facing Ali” de Pete McCormack é um tributo à arte nos ringues de Muhammad Ali na palavra de dez de seus principais adversários, George Foreman e Joe Frasier incluídos. Perdoem os ortodoxos, mas Ali foi um gigantesco artista (além de um diabólico boxeador), sim senhores.

Na linha dos “Perfis de Coragem” de John Fitzgerald Kennedy, inscrevem-se “Sergio, um Brasileiro no Mundo” (foto) de Greg Barker, que celebrei aqui há dois meses, e “The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers”, de Judith Erlich e Rick Goldsmith, que recebeu na semana passada o Prêmio Especial do Júri do Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (IDFA).
A câmera passeia pelo mundo para radiografar desafios bastante distintos em quatro dos concorrentes. “VJs de Mianmar” é o registro definitivo do combate pelos monges budistas contra a ditadura truculenta da ex-Birmânia. “Garbage Dreams”, de Mai Iskander, trata de uma questão crucial de política urbana na cidade do Cairo, no Egito: o lixo.
“Which Way Home”, de Rebecca Cammisa, acompanha no México um grupo de adolescentes latino-americanos que sonha com a imigração, a qualquer preço, para os EUA. Já “Mugabe and the White African”, de Andrew Thompson e Lucy Bailey, segue bravamente a batalha de um fazendeiro branco para manter suas terras frente à sanha racista do ditador de Zimbábue.
Por fim, o documentarismo em campanha disputa o Oscar com a defesa de golfinhos no Japão (The Cove, de Louie Psihoyos) e da qualidade da comida na era do alimento industrializado (Food, Inc, de Robert Kenner).
Duas cruzadas médicas pedem passagem: a dos voluntários internacionais dos Médicos Sem Fronteiras (Living in Emergency: Stories of Doctors Without Borders, de Mark N. Hopkins;) e a da conscientização frente à subestimada epidemia da doença de Lyme, uma infecção transmitida por carrapatos (Under Our Skin, de Andy Abrahams Wilson).
“Mugabe and the White African”, “The Most Dangerous Man in America” e os já aqui comentados “Sergio” e “VJs de Mianmar” teriam por mim vagas garantidas entre os cinco finalistas que serão conhecidos em 2 de fevereiro próximo. “Mugabe” é um devastador flagrante da brutalidade de uma ditadura em ação. Por sua vez, o retrato de Daniel Ellsberg não teme discutir os dilemas éticos de um ex-funcionário do governo norte-americano que se rebelou contra as prestidigitações do Estado para ajudar a por fim à guerra do Vietnã.
Duvido que todos estes emplaquem uma indicação. De todo modo, correriam por fora. O grande favorito do ano é “The Cove”, que chega à disputa respaldado por uma enxurrada de prêmios de público em festivais como o Sundance e o IDFA.
O filme é um projeto do estreante Louie Psihoyos, um fotógrafo da National Geographic cuja militância ecológica levou-o a fundar a The Oceanic Preservation Society (OPS). Tudo gira em torno de uma missão: filmar o massacre anual de golfinhos por pescadores de uma enseada em Taijin, Japão, driblando uma violenta guarda privada e a conivência do poder público.
Depois de ursos e pinguins, chegou a hora de Flipper no Oscar.
Por Amir Labaki
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15.12.2009 - DOCUMENTÁRIO CHINÊS VENCE EM AMSTERDÃ

"Last Train Home" (Último Trem para Casa), de Lixin Fan, venceu o prêmio VPRO IDFA de melhor documentário internacional de longa-metragem do Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, encerrado no último dia 29 de novembro. A co-produção entre China e Canadá retrata as agruras de uma família dividida entre o campo e a cidade.
O Prêmio Especial do Júri foi atribuído ao documentário americano "The Most Dangerous Man of America" (O Homem Mais Perigoso dos EUA), de Judith Erlich e Rick Goldsmith, sobre o vazamento para a imprensa por Daniel Ellsberg de documentos secretos do Pentágono sobre a Guerra do Vietnã, acelerando o fim do conflito e reafirmando a liberdade de imprensa nos EUA. Outra produção dos EUA, "The Cove" (A Enseada) de Louie Psihoyos, sobre a caça a golfinhos numa angra japonesa, recebeu o prêmio do público. Ambos estão na lista de 15 semifinalistas para o próximo Oscar da categoria.
O primeiro prêmio Dioraphte IDFA de melhor documentário holandês foi entregue a "The Player" (O Jogador) de John Appel, um retrato de quatro apostadores compulsivos. O prêmio de melhor média-metragem internacional ficou com o sul-coreano Bong-Nam Park por "Iron Crows" (Corvos de Ferro), a respeito da maior emoresa desmanteladora de navios do mundo, localizado em Bangladesh. Já o melhor curta internacional foi o polonês "Six Weeks" (Seis Semanas), de Marcin Janos Krawczyk, que acompanha o período em que novos pais devem decidir se seus bebês serão destinados à adoção.
O irlandês "Colony" (Colônia), de Ross McDonnell e Carter Gunn, ficou com o prêmio para estreantes, enquanto o alemão "Redemption" (Redenção), de Sabrina Wulff venceu a disputa entre produções universitárias.
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15.12.2009 - 'AMOR SEM ESCALAS' ESTÁ NO TOPO DA LISTA PARA O GLOBO DE OURO

LOS ANGELES – O filme "Amor Sem Escalas", de Jason Reitman ("Juno"), lidera a corrida à 67ª edição do Globo de Ouro, considerado o principal termômetro para o Oscar. O filme conquistou seis indicações ao prêmio, seguido de perto pelo musical "Nine", de Rob Marshall, "Avatar", épico de James Cameron, "Bastardos Inglórios", dirigido e escrito por Quentin Tarantino, e "Guerra ao Terror", longa-metragem sobre o conflito no Iraque que saiu direto em DVD no Brasil.
Os indicados às 25 categorias de cinema e televisão, escolhidos pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood, foram anunciados em cerimônia realizada em Beverly Hills pelos atores Justin Timberlake, Diane Kruger e John Krasinski.
Também se destacam nas categorias principais "Preciosa", drama independente que vem chamando a atenção em premiações na América do Norte, e "Invictus", novo de filme do veterano Clint Eastwood, com Morgan Freeman, indicado a melhor ator, no papel do presidente sul-africano Nelson Mandela.
A curiosidade para este ano é que três astros receberam duas indicações cada aos prêmios de interpretação. Matt Damon concorre na categoria de ator coajuvante, por "Invictus", e de ator em comédia ou musical, por "O Desinformante". Sandra Bullock, por sua vez, disputa o Globo de Ouro tanto de atriz dramática ("The Blind Side") quanto de comédia ("A Proposta"). Já Meryl Streep foi lembrada por duas comédias: "Julie e Julia" e "Simplesmente Complicado".
Na disputa pelo prêmio de filme estrangeiro, estão pesos pesados como Pedro Almodóvar, com "Abraços Partidos", o italiano Giuseppe Tornatore, pelo milionário "Baaria", e "A Fita branca", de Michael Haneke, ganhador da Palma de Ouro em Cannes.
Martin Scorsese receberá o prêmio especial Cecil B. DeMille por sua "impressionante contribuição ao mundo do entretenimento", afirma a Associação da Imprensa Estrangeira em um comunicado. Leonardo Di Caprio e Robert de Niro vão entregar a honraria.
A cerimônia da 67ª edição do Globo de Ouro, que será transmitida ao vivo para 160 países, acontece no dia 17 de janeiro e, pela primeira vez desde 1995, vai ter, assim como o Oscar, um apresentador: o comediante britânico Ricky Gervais, famoso pela série "The Office".
Veja abaixo a lista completa de indicados ao Globo de Ouro 2010:
Melhor filme - drama
"Avatar"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Preciosa"
"Amor Sem Escalas"
Melhor filme - comédia
"500 Dias Com Ela"
"Se Beber, Não Case"
"Simplesmente Complicado"
"Julie e Julia"
"Nine"
Melhor animação
"Tá Chovendo Hambúrguer"
"O Fantástico Sr. Raposo"
"Coraline e o Mundo Secreto"
"A Princesa e o Sapo"
"Up"
Melhor diretor
Kathryn Bigelow, "Guerra ao Terror"
James Cameron, "Avatar"
Clint Eastwood, "Invictus"
Jason Reitman, "Amor Sem Escalas"
Quentin Tarantino, "Bastardos Inglórios"
Melhor roteiro
"Distrito 9"
"Guerra ao Terror"
"Simplismente Complicado"
"Amor Sem Escalas"
"Bastardos Inglórios"
Melhor ator - drama
Jeff Bridges, "Crazy Heart"
George Clooney, "Amor Sem Escalas"
Colin Firth, "A Single Man"
Morgan Freeman, "Invictus"
Tobey Maguire, "Brothers"
Melhor ator - comédia ou musical
Matt Damon, "O Desinformante"
Daniel Day Lewis, "Nine"
Robert Downey Jr, "Sherlock Holmes"
Joseph Gordon Levitt, "500 Dias com Ela"
Michael Stuhlbarg, "A Serious Man"
Melhor atriz - drama
Emily Blunt, "The Young Victoria"
Sandra Bullock, "The Blind Side"
Helen Mirren, "The Last Station"
Carey Mulligan, "An Education"
Gabire Sadibe, "Preciosa"
Melhor atriz - comédia ou musical
Sandra Bullock, "A Proposta"
Marion Cotilliard, "Nine"
Julia Roberts, "Duplicity"
Meryl Streep, "It's Complicated"
Meryl Streep, "Julie & Julia"
Melhor ator coadjuvante
Matt Damon, "Invictus"
Woody Harrelson, "The Messenger"
Christopher Plummer, "The Last Station"
Stanley Tucci, "Um Olhar do Paraíso"
Christoph Waltz, "Bastardos Inglórios"
Melhor atriz coadjuvante
Penelope Cruz, "Nine"
Vera Farmiga, "Amor Sem Escalas"
Anna Kendrick, "Amor Sem Escalas"
Mo'nique, "Preciosa"
Julianne Mooore, "A Single Man"
Melhor filme estrangeiro
"Baaria" (Itália)
"Abraços Partidos" (Espanha)
"La Nana" (Chile)
"O Profeta" (França"
"A Fita Branca" (Alemanha)
Melhor canção original
"Crazy Heart", com "The Weary Kind"
"Everybody's Fine", com "(I Want To) Come Home"
"Nine", com "Cinema Italiano"
"Brothers", com "Winter"
"Avatar", com "I See You"
Melhor trilha sonora
"O Desinformante"
"Up"
"Onde Vivem os Monstros"
"Avatar"
"A Single Man"
Melhor série de televisão - drama
"Big Love"
"Dexter"
"House M.D."
"Mad Men"
"True Blood"
Melhor série de televisão - comédia ou musical
"Entourage"
"Glee"
"The Office"
"Modern Family"
"30 Rock"
Melhor minissérie ou filme feito para a televisão
"Georgia O'Keeffe"
"Grey Gardens"
"Into the Storm"
"Little Dorrit"
"Taking Chance"
Melhor ator em minissérie ou filme feito para TV
Kevin Bacon, "Taking Chance"
Kenneth Branagh, "Wallander"
Brendan Gleeson, "Into the Storm"
Jeremy Irons, "Georgia O'Keeffe"
Chiwetel Ejiofor, "Endgame"
Melhor atriz em minissérie ou filme feito para TV
Joan Allen, "Georgia O'Keeffe"
Drew Barrymore, "Grey Gardens"
Jessica Lange, "Grey Gardens"
Anna Paquin, "The Courageous Heart of Irena Sendler"
Sigourney Weaver, "Prayers for Bobby"
Melhor ator em série - comédia ou musical
Alec Baldwin, "30 Rock"
Steve Carell, "The Office"
David Duchovny, "Californication"
Thomas Jane, "Hung"
Matthew Morrison, "Glee"
Melhor atriz em série - comédia ou musical
Toni Collette, "United States of Tara"
Courteney Cox, "Cougar Town"
Edie Falco, "Nurse Jackie"
Tina Fey, "30 Rock"
Lea Michele, "Glee"
Melhor ator em série - drama
Simon Baker, "The Mentalist"
Michael C. Hall, "Dexter"
Jon Hamm, "Mad Men"
Hugh Laurie, "House M.D."
Bill Paxton, "Big Love"
Melhor atriz em série - drama
Glenn Close, "Damages"
January Jones, "Mad Men"
Julianna Margulies, "The Good Wife"
Anna Paquin, "True Blood"
Kyra Sedgwick, "The Closer"
Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Michael Emerson, "Lost"
Neil Patrick Harris, "How I Met Your Mother"
William Hurt, "Damages"
John Lithgow, "Dexter"
Jeremy Piven, "Entourage"
Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Rose Byrne, "Damages"
Jane Adams, "Hung"
Jane Lynch, "Glee"
Janet McTeer, "Into the Storm"
Chloë Sevigny, "Big Love"
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4.5.2009 - DOCUMENTÁRIO SOBRE CHACRINHA VENCE 13º FESTIVAL PERNAMBUCANO
Pelo menos um dos concorrentes levantou a galera de um Cine Teatro Guararapes lotado, com cerca de 3 mil pessoas na plateia, na sexta-feira. Foi Alô, Alô, Terezinha, documentário de Nelson Hoineff sobre Abelardo ‘Chacrinha’ Barbosa, eleito melhor filme do 13º Cine PE - Festival Audiovisual do Recife, que terminou no último domingo (03). Vinícius Reis foi o melhor diretor, por Praça Saens Peña, filme que premiou também o casal de atores Chico Diaz e Maria Padilha.
Sucesso de público, mas sujeito a polêmicas, Alô, Alô, Terezinha foi bastante discutido na entrevista coletiva. Hoineff usa muitas cenas dos programas de TV de Chacrinha, mas as intercala com entrevistas atuais de antigos participantes, em especial as chacretes.
Elas são vistas nas gravações, no auge da forma e, agora, em sua, digamos assim, gloriosa maturidade. Algumas chacretes não se furtam ao desafio de vestir os antigos trajes que, sumários, se acomodam mal aos corpos atuais. Dão declarações que parecem polêmicas e contraditórias. Algumas dizem que faziam ‘programas’ para complementar a renda, outras afirmam que nada disso existia.
O documentário foi acusado, assim, de promover uma visão preconceituosa e machista em relação às mulheres. Visão que predominava na época de Chacrinha e no ambiente do seu show, mas que não tem mais razão de ser no mundo de hoje. "Todo mundo via as chacretes apenas como um bando de mulheres gostosas. No filme, eu as individualizo, aparecem como personagens complexas", defende-se Hoineff.
A defesa mais geral seria que "se trata de um filme sobre Chacrinha, ou seja, sobre um humor debochado", diz o diretor. O documentário, de fato, é vibrante e, incorpora, em sua linguagem, aquele caos calculado do animador. Não é tanto sobre Chacrinha: usa Chacrinha como linguagem. E, portanto, não tem papas na língua e pode se permitir a tudo. Ou quase tudo.
(AE)
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30.3.2009 - DIRETOR DE 'TODAS AS MULHERES DO MUNDO' VIRA TEMA DE LONGA-METRAGEM
Domingos dirige cena com Leila Diniz, em 1966, em Todas as Mulheres do Mundo
Maria Ribeiro vem de uma família burguesa, sem nenhuma tradição no meio artístico. Mas, como ela revela, sempre gostou de aparecer. Fazia o jornalzinho da escola, participava de leituras. Até por isso, sempre achou que sua área seria a literatura. Queria escrever. Só que um dia se candidatou ao papel de atriz num filme de Domingos Oliveira.
Ela não produziu Amores, em 1997, mas viveu uma experiência que mudou sua vida. O teste era uma leitura na casa do próprio Domingos. "Fui educada para não tomar água nem fazer xixi na casa dos outros", ela conta. Na casa de Domingos, encontrou uma saudável bagunça, um clima de interação. "É isso que eu quero", pensou.
Virou atriz - do próprio Domingos, no teatro e no cinema. De novelas (grava uma, atualmente, na Record). Munida de uma câmera - uma mini-DV -, ela seguiu o diretor desde 2002. Gravava entrevistas com ele.
Domingos lhe perguntava o que pretendia fazer com o material. Ela respondia que um curta. Em 2005, ele próprio sugeriu que o curta virasse um documentário longa-metragem. E mais - Maria começou a perceber que Domingos queria esse filme.
A Videofilmes entrou na jogada, Maria editou o vasto material (com Jordana Berg) e, na última quinta-feira (26.03) à noite, Domingos abriu o festival É Tudo Verdade, no Rio.
A sessão, em presença do diretor, reuniu vários amigos. O longa-metragem documentário estreia hoje (30.03) em São Paulo. Será exibido no Cinesesc.
Festival É Tudo Verdade
Cinesesc: R. Augusta, 2.075, Cerqueira César. Tel. (011) 3087-0500. 15 h, Sobreviventes, de M. Chnaiderman e R. Pinheiro; 17 h, Ôri, Raquel Gerber; 19 h, Domingos, Maria Ribeiro; 21 h, Cidadão Boilesen, de C. Litewski.
Entre os vários prêmios, Domingos Oliveira:
- Ganhou o Prêmio Especial do Júri e o Prêmio da Crítica, no Festival de Gramado, por "Amores" (1997).
- Ganhou o Troféu Candango de Melhor Filme, no Festival de Brasília, por "Todas as Mulheres do Mundo" (1966).
- Ganhou o Troféu Candango de Melhor Diretor, no Festival de Brasília, por "Todas as Mulheres do Mundo" (1966).
- Ganhou o Troféu Candango de Melhor Roteiro, no Festival de Brasília, por "Todas as Mulheres do Mundo" (1966).
Em geral é de costume Domingos atuar nos filmes em que dirige.
- A produção Vida Vida foi feita para a TV, em película, e deveria ser uma série que acabou não vingando, ficando somente este que se chama Vida Vida - Os Caseiros. O filme permanece inédito, nos cinemas, até os dias atuais, já passou no Canal Brasil.
(AE)
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26.3.2009 - COMÉDIA 'ELE NÃO ESTÁ TÃO A FIM DE VOCÊ' TEM ESTRÉIA NACIONAL AMANHÃ

O time de beldades impressiona mas, uma a uma, não resiste. A beleza de Jennifer Aniston, o charme de Drew Barrymore, a elegância de Jennifer Connelly, a graça de Ginnifer Goodwin ou mesmo o sex appeal de Scarlett Johansson - nenhuma passa batido à onda de desilusões amorosas que dita a comédia romântica Ele Não Está Tão a Fim de Você, que estreia amanhã nos cinemas do País. Baseado best-seller de autoajuda Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você (editora Rocco), dos roteiristas da série de TV Sex and the City, Greg Behrendt e Liz Tuccillo.
Como entender os homens sem desculpas é a proposta do livro e do filme, que retrata pequenos dramas em histórias que se relacionam ao longo da trama. Uma garota (Goodwin) que passa horas grudada ao telefone esperando que o cara (Kevin Connolly) ligue após o primeiro encontro, o que nunca acontece. Ou um marido (Bradley Cooper) de conduta até então impecável, que se deixa seduzir pela loira (Johansson) da fila do supermercado. E como explicar a conduta do namorado (Ben Affleck) de sete anos que se recusa a levar a relação (Aniston) ao altar?
Como quadros clínicos, as situações são apresentadas e definidas como exemplos de mulheres que sabem fazer rir, é verdade, mas não interpretar os sinais que os homens emitem quando, entre um gracejo e outro, querem dizer justamente o que alardeia o título: que não estão a fim delas. Por falta de chance, coragem ou caráter, o que se vê são corações partidos. Mas a premissa do filme é corajosa: é possível decifrar os sinais de que é hora de partir para outra.
Para fugir do (evidente) rótulo de filme de ‘mulherzinha’, sob a direção de Ken Kwapis (Quatro Amigas e um Jeans Viajante) homens também têm boa dose de rejeição. "A mesma quantidade de homens que vão atrás de mulheres e são rejeitados por elas, é igual ao volume de mulheres rejeitadas por homens", conta o diretor, em entrevista para a produtora Playarte.
"Todos tendemos a ver a vida pelo prisma das nossas esperanças, e o resultado é que não enxergamos o que está diante dos nossos olhos. Homens podem não dedicar tanto tempo e energia dissecando a vida amorosa como as mulheres, mas cometem tantos erros e interpretam os sinais tão mal quanto elas."
Para Kwapis, há um trunfo que diferencia o filme da comédia romântica tradicional. "Muitas vezes, o riso desenfreado vem de coisas que as estão deixando tensas." Mas nem tudo está perdido. Há tempo para reconciliações e novos casais. Afinal, toda regra tem exceções.
(27/03). Diretor: Ken Kwapis. Com: Ben Affleck , Drew Barrymore, Jennifer Aniston, Jennifer Connelly, Scarlett Johansson. 129 minutos. Censura: 12 anos.
(AE)
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25.3.2009 - ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA VENCE O FESTIVAL FIESP/SESI
Fernando Meirelles foi o grande vencedor do 5º Prêmio Fiesp/Sesi do Cinema Paulista. A festa de premiação foi realizada anteontem à noite, no auditório da Federação das Indústrias de São Paulo. Ao receber o prêmio de melhor diretor, o cineasta disse que estava lavando a alma. "Nunca recebi tanta porrada por nenhum outro filme que realizei. Pelo menos em São Paulo, as pessoas gostaram de Ensaio sobre a Cegueira."
O longa adaptado de José Saramago venceu também nas categorias de melhor filme, fotografia (César Charlone) e montagem (Daniel Rezende). O próprio Meirelles recebeu o prêmio pelo fotógrafo, que participa de uma filmagem no Uruguai. Segundo Meirelles, ele realiza um quarto dos filmes e os outros três quartos vêm dos aportes de Charlone, do montador Rezende e do diretor de arte Tulé Peaks, o único que não foi contemplado anteontem.
Muito bem produzida, a festa teve um motivo temático. Partindo do princípio de que fazer cinema no País, e no Estado, é tão difícil que os profissionais vivem na corda bamba, o palco do auditório da Fiesp foi transformado num picadeiro de circo, com intervenções do grupo Parlapatões. A atriz Barbara Paz foi apresentadora.
Chega de Saudade, de Laís Bodanzky, venceu nas categorias de atriz coadjuvante (Clarice Abujamra), roteiro (Luis Bolognesi) e trilha (BID). Encarnação do Demônio deu a José Mojica Marins o prêmio de melhor ator e também venceu o de direção de arte (para Cássio Amarante). Rosane Mulholland foi melhor atriz, por Falsa Loira, de Carlos Reichenbach, e Milhem Cortaz o melhor coadjuvante, por Nossa Vida Não Cabe Num Opala, de Reynaldo Pinheiro.
(AE)
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25.3.2009 - EM SÃO PAULO, FILME 'CARTAS AO PRESIDENTE' ABRE FESTIVAL É TUDO VERDADE
Começa hoje para convidados (e amanhã para o público) a 14ª edição do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade. O filme escolhido para a abertura, em São Paulo, é Cartas ao Presidente, do checo Petr Lom, que coloca em discussão o populismo do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.
Amanhã, na abertura no Rio, os cariocas vão ver Domingos, um atraente perfil do cineasta e dramaturgo Domingos de Oliveira, traçado pela atriz - e agora diretora - Maria Ribeiro. O polêmico e corajoso diretor israelense Avi Mograbi é o mais importante convidado internacional.
O É Tudo Verdade passa por importante transformação. O festival se comprime, um pouco pela crise, um pouco para atender a um desejo de mudança de seu criador, Amir Labaki . Ele passa a ocorrer duas vezes por ano.
Esta primeira fase abriga as mostras competitivas nacional e internacional, a homenagem a Avi Mograbi - que traz ao Brasil seu novo documentário, Z32 -, um festival de pré-estreias (Premières Cinemark) no Shopping Eldorado, incluindo o vencedor do Oscar deste ano - O Equilibrista, de James Marsh e Simon Chinn - e a 9.ª Conferência Internacional do Documentário, que discute justamente o documentário engajado. Todas as demais seções informativas sobre o estado do documentário no mundo ficam transferidas para julho.
Não é só o festival que muda. O próprio documentário encontra-se numa fase de transição e busca novos caminhos após a fase marcadamente política que sucedeu ao 11 de Setembro e ao combate ao terror pela administração George W. Bush. Quais serão os rumos do documentário? As respostas poderão vir naturalmente até dia 5, em São Paulo e no Rio. Depois, o 14º É Tudo Verdade segue para Brasília.
(AE)
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24.3.2009 - CINEASTA DA SUÉCIA PRODUZ DOCUMENTÁRIO SOBRE JULGAMENTO DO PIRATE BAY
O cineasta sueco Simon Klose, 34, está produzindo um documentário sobre o "movimento de pirataria" na Suécia, centrado no julgamento dos donos do serviço de torrents The Pirate Bay. O julgamento, que terminou no começo deste mês, tem veredicto definitivo marcado para o dia 17 de abril.
Klose, segundo o site da revista Wired espera que seu filme seja pirateado. "Não me importo. O processo envolve a mim também, e meu esforço para sobreviver como cineasta", afirma ele. "A indústria tem que procurar novos modelos de negócios."
Assim como a indústria da música, a indústria de filmes está experimentando um momento emergencial para novos negócios de distribuição e marketing, assim como novas estratégias para aumentar a audiência.
Klose enxerga seu documentário sobre o Pirate Bay como uma possibilidade em relação a essas mudanças pelas quais a indústria do entretenimento passa.
Ele diz que modelos diferentes podem coexistir e se complementar com os demais, e que isso possibilite rentabilidade, no caso do seu filme ser disponibilizado para download gratuito.
"Eu acredito na distribuição livre de cultura, mas também vou tentar fazer um filme financiado da maneira tradicional", afirma. Além do trabalho em desenvolvimento a partir da história do Pirate Bay, o cineasta já fez outros documentários.
Mas Klose não está interessado em fazer um registro cerimonioso sobre o julgamento do Pirate Bay. Ele disse que está mais entusiasmado com os bastidores do julgamento, em detrimento das entrevistas ordinárias. O cineasta afirma já ter mais de 70 horas filmadas, cobrindo todos os exemplos de atividades feitos pelo movimento de pirataria.
O tema explorado por ele, no entanto, é delicado, porque o Pirate Bay é descrito ou como o monstro da indústria do entretenimento, ou como uma organização ilegal que eclipsa a existência e o trabalho duro dos artistas.
Mas Klose informa que não espera que seu documentário esteja disponível logo. Não é provável que o julgamento, efetivamente, termine em abril, uma vez que apelações e recursos provavelmente serão pedidos no caso.
"Esperarei até o fim do processo, para daí começar a edição do filme", diz Klose. "Isto é um processo de magnitude histórica."
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24.3.2009 - CINE MARABÁ REABRE EM ABRIL EM SÃO PAULO COM INSTALAÇÃO MULTIPLEX
Era para ser um restauro rápido, coisa de três meses, quatro talvez, no máximo um semestre. Mas, como toda promessa de reforma em São Paulo, o projeto de revitalização do histórico Cine Marabá atrasou (e muito), à espera de todas as aprovações burocráticas na Prefeitura. Depois de 20 meses totalmente fechado, o Marabá promete finalmente abrir as portas no mês que vem e reerguer a zona central da cidade.
“O projeto serve para mostrar que a revitalização do centro só poderá existir por meio da cultura. Espero que seja um passo importante para a região retomar sua importância”, diz o arquiteto Ruy Ohtake, que começou a esboçar a reforma do cinema para o grupo Playarte ainda em 1999.
Inaugurado em 1945 com o filme Desde que Partiste, clássico com Shirley Temple e Claudete Colbert, no número 757 da Avenida Ipiranga, o Marabá teve de passar por uma enorme reformulação para abrigar o público atual dos multiplexes.
No lugar da sua gigantesca sala de 2.720 metros quadrados com 1.438 lugares, o local terá cinco salas com capacidades que variam de 120 a 450 pessoas. O problema do falta de vagas de estacionamento (e da falta de garagens subterrâneas, projeto da Prefeitura que está há seis anos no papel) será resolvido com um valet na porta.
Já para não ferir os preceitos do tombamento, determinado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico de São Paulo (Conpresp), vários elementos arquitetônicos tiveram de ser preservados.
A fachada do Marabá no estilo eclético, com seus ornamentos rendilhados, foi um deles. O hall, com paredes revestidas com mármore de Carrara e colunas que alcançam até o mezanino, também foi totalmente restaurado.
“A fachada e o hall do Marabá são muito detalhados, delicados, então o restauro acabou demorando por ter sido feito de forma muito rigorosa”, diz Ohtake. Nas décadas de 1950 e 1960, o Cine Marabá era um dos lugares mais chiques do centro, onde o uniforme obrigatório era black-tie e vestido longo.
(AE)
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23.3.2009 - FILME 'ANJOS E DEMÔNIOS' É BOICOTADO PELO VATICANO

O Vaticano supostamente planeja autorizar um boicote do filme "Anjos e Demônios", baseado no livro homônimo de Dan Brown, autor de "O Código Da Vinci", informou o "The Hollywood Reporter".
O longa mostra a primeira aventura do simbologista Robert Langdon, interpretado por Tom Hanks, antes de "O Código Da Vinci" (2006), que foi sucesso editorial no mundo todo.
Oficiais do Vaticano já haviam feito campanha para boicotar o primeiro filme da série dirigida por Ron Howard, que sugeria que Jesus Cristo teria tido filhos com Maria Madalena.
A postura da Igreja católica com relação ao segundo longa da franquia também não deve ser diferente, segundo o jornal oficial do Vaticano, "Avvenire".
Em reportagem publicada na última sexta-feira (20), o jornal defendia que a Igreja católica "não pode aprovar" o filme. O Vaticano ainda descreveu a obra como "uma ofensa contra Deus".
No primeiro livro de Robert Langdon, há um misterioso grupo chamado de Illuminati que pretende nomear um dos seus membros como Papa e explodir o Vaticano.
A história de "Anjos e Demônios" se passa em Roma, mas as filmagens atrasaram quando o Vaticano não permitiu que algumas cenas do longa fossem rodadas no local religioso.
FOLHA
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13.3.2009 - FILME NACIONAL 'BELA NOITE PARA VOAR' ESTRÉIA HOJE NOS CINEMAS
Com as filmagens prontas desde 2003, chega hoje às salas de cinemas de todo o País o filme Bela Noite Para Voar.
José de Abreu, que também está em cartaz com o filme O Menino da Porteira, interpreta o presidente Juscelino Kubitschek. Mariana Ximenes, Marcos Palmeira, Cassio Scarpin e Wolf Maia também são do elenco.
O filme é uma ficção que acompanha 24 horas na vida de JK enquanto presidente. Inspirado nas tentativas de golpe que Juscelino sofreu, a história se passa durante uma das viagens de avião que o presidente fazia pelo País. Momentos como a decisão de construir Brasília, o rompimento com o FMI e a visita aos trabalhadores que construíam a capital são mostrados em forma de flashback.
Mariana Ximenes interpreta a amante do presidente, que mora em Belo Horizonte e é chamada apenas de ‘Princesa’.
(AE)
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12.3.2009 - PRÊMIO VIVO DIVULGA LISTA DOS PREMIADOS DO CINEMA BRASILEIRO
Os vencedores do Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro serão anunciados na noite de 14 de abril. As escolhas dos indicados em 25 categorias foram feitas pelos cerca de 300 membros da Academia Brasileira de Cinema.
Os indicados para melhor longa de ficção são Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles, O Banheiro do Papa, dos uruguaios César Charlone e Enrique Fernández (trata-se de uma coprodução entre Brasil, Uruguai e França), Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, Estômago, de Marcos Jorge, e Meu Nome Não É Johnny, de Mauro Lima.
Os dois últimos são campeões em indicações, com 14 cada um. Os dois atores principais deles, João Miguel e Selton Mello, respectivamente, e seus diretores estão disputando (os atores, com Ary Fontoura, de A Guerra dos Rocha, César Trancoso, de O Banheiro do Papa, Stepan Nercessian, de Chega de Saudade, e Wagner Moura, de Romance).
Na categoria melhor atriz, estão no páreo Cássia Kiss (Chega de Saudade), Cláudia Abreu (Os Desafinados), Darlene Glória (Feliz Natal), Leandra Leal (Nome Próprio) e Sandra Corveloni (Linha de Passe).
Pela segunda vez, a Vivo patrocina o prêmio (que foi criado em 2002, com a Academia, e já foi da BR Distribuidora e da TAM). Este ano, o cineasta Nelson Pereira dos Santos será homenageado. A cerimônia, que será transmitida pelo Canal Brasil, lembrará trilhas sonoras que marcaram a filmografia brasileira.
(AE)
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11.3.2009 - LINHA DE PASSE É ACLAMADO EM PARIS
Ex-concorrente à Palma de Ouro em Cannes, de onde saiu com o prêmio de melhor atriz para Sandra Corveloni em maio passado, o longa Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, voltou ontem às telas de cinema da França.
Apresentado em pré-estreia no Cinéma Balzac, uma das salas mais respeitadas do circuito alternativo de Paris, cuja versão foi chamada de Une Famille Brésilienne, foi aclamado pela plateia, deslumbrada também com a presença e com as reflexões do diretor brasileiro. Em retribuição, Salles presenteou o público com o curta metragem Carta a V., produzido para o aniversário de 60 anos de Cannes e exibido até então apenas duas vezes.
Com estreia no circuito comercial prevista já para o dia 18, Une Famille Brésilienne gerou filas extensas em sua primeira exibição em Paris. Em razão da procura e do grande número de reservas de ingressos - cuja verificação retardava a entrada do público -, a sessão teve início cerca de uma hora após o previsto.
A empolgação da plateia aumentou com a chegada de Walter Salles, que participou de um debate de cerca de uma hora. Convidado a definir seu filme, explicou: “Une Famille Brésilienne vem do desejo de voltar a falar da juventude brasileira, que Daniela e eu havíamos abordado em um primeiro projeto, Terra Estrangeira”. “A inspiração do filme atual veio de histórias reais e dos desejos manifestados por essas pessoas de reescrever suas vidas. São jovens à procura de uma identidade, já que não contam com a figura paterna.”
Os bastidores da gravação, as relações entre seus trabalhos como ficcionista e como documentarista e a realidade brasileira também foram abordados por Salles a pedido do público. Além de sua abordagem documental, Linha de Passe também foi elogiado pelas técnicas de filmagem das cenas de futebol, um dos pontos centrais do longa.
(AE)
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11.3.2009 - "ENTRE OS MUROS DA ESCOLA' ESTREIA NESTA SEXTA NO BRASIL EM REMAIKE DE 'AO MESTRE COM CARINHO'
A princípio, pode parecer que o filme Entre os Muros da Escola, que estreia sexta-feira nos cinemas do Brasil, é uma espécie de regravação do clássico Ao Mestre Com Carinho, de 1966, com Sidney Poitier no papel principal. A semelhança entre as duas películas, ambientadas dentro de uma escola, está na história de um professor que tenta conter os alunos bagunceiros. Mas para por aí.
Lançado na França em 24 de setembro do ano passado, Entre os Muros é um trabalho muito mais amplo, que enfoca os problemas políticos e culturais franceses. Com 129 minutos, atraiu mais de 440 mil pessoas só no fim de semana de estreia e, hoje, já alcançou um público de 1,5 milhão de espectadores ao redor do mundo.
O enredo se passa dentro de uma escola pública do subúrbio de Paris. O colégio vira o cenário ideal para que o diretor Laurent Cantet represente a França contemporânea, com seus diversos conflitos étnicos e imigratórios. O longa-metragem levou no ano passado a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Para a escolha do elenco, o diretor selecionou alunos de uma escola no 20º distrito de Paris. E os pais dos estudantes são os mesmos da vida real.
O protagonista, o ator François Bégaudeau, é também o autor do livro homônimo em que o filme foi baseado. A obra chegou às livrarias brasileiras na última terça-feira, pela Editora Martins Fontes. No livro, ele conta suas experiências como professor de língua francesa para adolescentes.
Filmado de maneira quase documental, o filme leva o espectador aos tempos de escola. Em meio às lições de francês, os alunos são convidados a escrever sobre suas vidas e o resultado disso é um retrato da atual sociedade francesa. Entre as discussões levantadas no filme também ganha destaque a imigratória: o melhor aluno do colégio enfrenta dificuldades nos estudos porque sua mãe é imigrante chinesa ilegal e corre o risco de ser deportada. Também há o problema do pior aluno da turma, expulso do colégio e forçado por sua família a voltar para Mali, país africano ao norte da Argélia.
Entre os Muros da Escola (Entre Les Murs). França, 2007, 129 min. Direção: Laurent Cantet. Roteiro: Laurent Cantet, Robin Campillo e François Bégaudeau. Com François Bégaudeau. Estreia sexta-feira.
(AE)
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9.3.2009 - TIME DE FUTEBOL PAULISTA LANÇA PROJETO DE FILME SOBRE TÍTULOS NACIONAIS
A direção será de Carlos Nader de "Uma história de futebol".
O São Paulo Futebol e a G7 Cinema lançaram na manhã desta segunda-feira o projeto do longa-metragem "Soberano - Seis Vezes São Paulo". O filme trata a história dos seis títulos nacionais conquistados pelo clube - 1977, 1986, 1991, 2006, 1007 e 1008 - sob o ponto de vista do torcedor.
"O longa é fruto de um sonho não só pela sua representação para o São Paulo, mas por exaltar a arte no futebol. Desta forma, nos unimos com a G7 e juntos anunciamos esse grande projeto que começa agora, embora esteja projetado desde anos atrás", afirmou Julio Casares, vice-presidente de comunicação e marketing do clube do Morumbi.
De acordo com o projeto apresentado, o filme será conduzido por depoimentos e histórias de são-paulinos. O documentário também terá a participação de personagens importantes na história do clube - jogadores, técnicos e outras personalidades que tiveram participação nas conquistas.
A direção do projeto será feita por Carlos Nader e o roteiro por Maurício Arruda, concorrente ao Oscar em 2001 com o curta-metragem "Uma história de futebol". Nando Reis será o responsável pela direção musical.
Para permitir a participação dos torcedores na construção do filme, o clube e a G7 Cinema disponibilizaram o site www.filmesoberano.com.br. Na página, os torcedores poderão enviar depoimentos e vídeos de sua história com o time, além de votar na escolha da capa/pôster do filme entre cinco opções disponíveis.
(AE)
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9.3.2009 - MORRE AOS 100 ANOS PINELLI, ROTEIRISTA DE 'A DOCE VIDA'
Roteirista de A Doce Vida (1960), de Fellini, e de outros 82 filmes, Tullio Pinelli morreu no sábado, aos 100 anos, em Roma, na Itália, de causa não revelada.
Pinelli, descendente de família nobre, era casado com a atriz Madeleine leBeau, que tem um pequeno papel em Oito e Meio, também roteirizado por ele e um dos mais célebres filmes de Fellini, que conheceu em 1947, numa banca de jornal. Nunca conseguiu concretizar o projeto que selou sua amizade com ele, um filme sobre um escriturário capaz de voar, assim como Viaggio a Tulum.
O filme narra sobre o encontro de Fellini com o bruxo mexicano Castañeda, que está sendo filmado por Marco Bartoccioni. Pinelli, no entanto, publicou um livro, La casa di Robespierre, aos 90 anos.
São cinco contos sobre pessoas comuns, como os melancólicos personagens A Estrada da Vida (La Strada) e Abismo de um Sonho (Lo Sceicco Bianco), dois outros filmes de Fellini roteirizados por ele. Pinelli também foi parceiro de Pietro Germi e Mario Monicelli.
(AE)
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24.2.2009 - 'THE IMAGINARIUM OF DOCTOR PARNASSUS' ÚLTIMA ATUAÇÃO DE LEDGER SEGUE LINHA INTELECTUAL

O longa "The Imaginarium of Doctor Parnassus", último filme com o ator Heath Ledger, pode surpreender o público por se tratar de um título considerado difícil para a grande audiência.
Ledger morreu durante um intervalo das filmagens do título e o destino do projeto ficou incerto até que os atores Jude Law, Colin Farrell e Johnny Depp salvaram o projeto de Terry Gilliam ao aceitar interpretar o personagem principal.
Além de começar com um e depois se desdobrar em três, o projeto original de Gilliam já era um tanto quanto experimental e sua aceitação foi muito baseada na escolha de Ledger como o ator principal.
"Eu vi um pouco das filmagens. Eu acho que vai ser maravilhoso", disse Kate Ledger, irmã do ator durante a cerimônia do Oscar ontem sobre o último filme de Ledger.
A data de estreia prevista do filme nos Estados Unidos é para 24 de setembro e a distribuidora é a Hoyts.
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24.2.2009 - ESPANHA AMANHECE SOB APLAUSOS PARA O OSCAR DE PENÉLOPE CRUZ
A Espanha amanheceu orgulhosa pelo Oscar de melhor atriz coadjuvante dado a Penélope Cruz, por sua atuação no filme Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen. Ela é a primeira atriz espanhola a vencer um Oscar.
E é claro, entre os mais entusiasmados com a vitória de Penélope está o diretor espanhol Pedro Almodóvar, que elogiou a atriz por "saltar de cabeça sem paraquedas e assumir papéis muito arriscados". "Eu gritei de alegria quando ouvi o nome dela após a clássica frase 'e o Oscar vai para'", disse Almodóvar em comunicado.
Penélope, de 34 anos, já havia sido indicada para o Oscar de melhor atriz em 2007, por sua atuação em Volver, de Almodóvar, e está no próximo filme dele, intitulado "Los abrazos rotos". A atriz recebeu a estatueta do também espanhol Javier Bardem, que no ano passado venceu na categoria de melhor ator coadjuvante por sua atuação em "Onde os fracos não têm vez".
Jornais de Madri atrasaram a publicação de suas primeiras edições nesta segunda-feira, à espera da vitória de Penélope, que está hoje na capa de todos eles.
Penélope foi elogiada por políticos do governo e da oposição de seu país. A vice-primeira-ministra, Maria Teresa Fernandez de la Vega, disse que o prêmio "coloca os atores e atrizes espanhóis no mais alto nível".
O líder da oposição, Mariano Rajoy, enviou a ela um telegrama dando-lhe os parabéns, afirmando que o Oscar paga um tributo a "seu talento natural, ao seu esforço e ao sacrifício persistente em um trabalho bem feito".
(Associated Press)
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